Claudia Tajes trabalha em criação publicitária, escreveu alguns roteiros para televisão e tem 6 livros publicados, entre eles Dez (Quase) Amores, As Pernas de Úrsula, A Vida Sexual da Mulher Feia e Louca por Homem.
Desde que a campanha eleitoral começou, meu apartamento tem vista para um cavalete do Paulo Odone, instalado em um canteiro no meio da avenida. Eu abro a janela e lá está o Paulo Odone a me olhar nos olhos, posando na sua propaganda para Deputado Estadual.
Só pode ser um sinal.
Dia 11 de setembro (mas que dia escolheram para as eleições...), vou votar nele pra Presidente do Grêmio.
"Se eleito for, e serei, prometo levantar os mortos na Azenha."
Muito chato escrever sem ninguém poder comentar (nem eu), mas o acontecimento merece um post.
Tomei um café com o Gremista do blog. E o mais inacreditável: ele é COLORADO! Se disse Gremista por cavalheirismo, para responder a certos torcedores co-irmãos que andaram deixando algumas grosserias por aqui.
O Gremista, quer dizer, Colorado, é do mundo do esporte, superquerido e me deu uma flâmula do Grêmio de presente. Só não sei muito bem como chamá-lo de agora em diante...
Moradores de rua viram guias turísticos da Londres dos sem-teto
Em Londres, um grupo de moradores de rua deixou os cobertores de lado e conseguiu um trabalho pouco provável: o de guia turístico. No passeio a pé, estão alguns dos principais pontos da capital inglesa. A diferença é que a programação é permeada por "atrações" inusitadas, como os lugares onde os sem-teto costumam dormir, e histórias da vida na rua.
São dois roteiros diferentes, um começa na London Bridge e outro, na Old Street, ambos na região central da cidade. Os turistas têm a chance de conhecer locais menos visitados, como o cemitério onde está enterrado o poeta inglês William Blake, e ver coisas pitorescas, como as janelas da casa onde vivia John Wesley, um dos fundadores da Igreja Metodista, fechadas com tijolos. "É que, até o século 19, era cobrado um imposto pela quantidade de iluminação natural que a casa recebia", afirma o irlandês Sean McDerby, "40 e poucos anos", um dos guias sem-teto da Old Street.
Logo em seguida, o seu colega, o letão Henri Sturmanis, 34, mostra a porta de um prédio onde vivem sem-teto forrada com moedas coladas: "É um protesto contra o capitalismo", diz.
Reinserção na sociedade
Curiosidades à parte, a ideia principal do projeto é colocar em contato dois mundos diferentes: o dos sem-teto e o do turista comum. "Queríamos ajudar a reinserir essas pessoas na sociedade de uma forma criativa e sem paternalismo", diz Lidija Mavra, 28 anos, idealizadora do Unseen Tour (na tradução literal, "roteiro não visto"). Ela coordena a organização não-governamental The SockMob ("o grupo da meia").
"Quando comecei a fazer ações para ajudar moradores de rua, há sete anos, descobri que o que eles mais precisam é de meias, mas pouca gente sabe disso. Então, passei a arrecadar meias e o grupo ficou conhecido por isso", diz Lidija.
Agora nem postar mais eu consigo. Quando entro no gerenciador, o troço fica pensando horas e não responde (noto aí uma leve semelhança com meus neurônios). Tentei postar algumas coisas lá da Bienal de São Paulo, mas não rolou mesmo. Ou seja: o blog não me quer mais.
Livre da voz balofa do Meira nas entrevistas pós-jogo, ainda resta ao pobre e derrotado torcedor gremista aguentar as entrevistas do presidente Duda Kroeff. Interessante como, mesmo nas raras vitórias, as entrevistas do dirigente são uma manifestação de baixo astral, falta de vigor, ausência de entusiasmo. Sem falar que algum repórter invariavelmente comenta que o presidente está com os olhos marejados, seja na alegria (quase nunca) ou na tristeza (geralmente). Homem sensível é maravilhoso, mas vamos combinar: não comandando o futebol.
Hoje o presidente se limitou a dizer que não sabe o que aconteceu. Essa até a minha mãe, que nunca jogou bola e até já faleceu, sabe: o time foi mal para cacete e abusou do direito de errar. Não lembro de ter visto um chute sério a gol. E o Victor ainda nos salvou de um vexame maior.
Lá vamos nós tabela abaixo. O Renato vai ter que rebolar mais que as moças da tia Carmen para reverter o quadro. E, pelo andar da carruagem, o meu já convocado Santo Expedito tende a passar uma longa temporada de cabeça para baixo.
Não tem jeito. Os comentários do blog não abrem pra mim. Se alguém precisar de respostas, eu não posso dar. E, pior ainda: eu não tenho (mas sigo me esforçando pra encontrar).
Pra quem me escreveu dizendo que não consegue comentar no blog, eu também não tenho conseguido.Vou pedir ajuda pra Katia Suman (isso já aconteceu antes, acho que tem a ver com o tamahos das fotos que eu posto, algo por aí).
Se não der certo, a culpa não vai ser do Renato (ou não só dele, pelo menos). O Imortal Tricolor está perdidaço e, se tem coisa de que me orgulho, é de não ter votado na atual diretoria. Dói ver a torcida vaiando o time em campo, coisa que eu nunca tinha presenciado nos meus já longos anos de torcedora praticante. Hoje foi horrível. Mas, como disse o Renato na sua primeira entrevista, melhor sair logo da Sul-Americana e se dedicar a um campeonato só. Um fracasso de cada vez, é o meu lema. Domingo, chova ou faça sol, pretendo fazer a minha parte e ir ao Olímpico para ajudar a nos tirar do buraco. Estádio vazio deprime. A hora é de puxar o time, já que, sozinho, parece que ele não vai.
Eu simpatizo com o Leonardo diCaprio. Sempre trabalhando com bons diretores, tira sarro dele mesmo, fica um tempão namorando a mesma bonitona (o que incluiu até a ilustre übercidadã de Horizontina, Gisele Bunchein), continua a ver os amigos dos tempos pré-fama. E é bom ator, mesmo que faça o papel recorrente de anti-herói a cada novo filme. Em A Origem, em cartaz na cidade, Leonardo diCaprio é um especialista em invadir mentes alheias para roubar segredos do subconsciente. O filme (do diretor Christopher Nolan, de Amnésia e O Cavaleiro das Trevas) começa com uma missão que deu errado e que deixou diCaprio, na pele do seu personagem, Dom Cobb, na obriga de implantar uma ideia na mente de um rico e mauricinho herdeiro. O mais bacana do filme é que tudo se passa em sonhos dentro de outros sonhos. Se não tivesse ido ao jogo do combalido Imortal hoje, eu teria assistido pela segunda vez. Mas amanhã vou ver de novo, e recomendo para quem interessar possa. O final é sensacional. Aqui, várias críticas bacanas: http://pipocamoderna.mtv.uol.com.br/?p=38942. Na minha cotação, entra na categoria Filmaço.
O Inter é bi da Libertadores. Celso Roth chegou lá. Este blog entrega os pontos oficialmente e agora conta com o Renato Portaluppi (porque gaúchos somos todos) pra manter a dignidade tricolor.
"Tenho vergonha de viver no planeta Terra", diz Crumb na Flip
Um dos mais importantes e influentes criadores de quadrinhos do mundo, o norte-americano Robert Crumb deixou de lado a sua aversão por jornalistas e, por 45 minutos, expôs sua visão do mundo. Uma visão muito pessimista, por sinal. “Tenho vergonha de viver no planeta Terra”, disse. “Mas não tem jeito”, suspirou, fazendo uma de suas famosas caretas.
Se não pode viver em outro planeta, ao menos fora dos Estados Unidos Crumb consegue. Estabelecido desde 1991 no sul da França, o artista falou muito do seu desprezo pelo país natal. “Não quero voltar aos Estados Unidos. Tenho vergonha de dizer que sou americano.”
Na visão do criador de “Fritz the cat”, “Mr. Natural” e, mais recentemente, de uma versão do Gênesis em quadrinhos, o presidente Barack Obama é bem intencionado, mas não terá capacidade de fazer muita coisa. “Os Estados Unidos viraram um estado corporativo fascista”, disse Crumb, sem alterar o tom suave de voz. “É um dos piores países do mundo. Obama não pode fazer muito. Estamos em perigo”.
A Câmara Rio-Grandense do Livro divulgou nesta quarta-feira (4/8) a lista dos cinco indicados a patrono da 56ª Feira do Livro de Porto Alegre. Dos cinco, três já haviam sido indicados na edição do ano passado: Aírton Ortiz, Juremir Machado da Silva e Luís Augusto Fischer. A escritora Jane Tutikian e o folclorista Paixão Côrtes completam o elenco.
A Jane Tutikian é uma grande pessoa e escritora e os outros patronáveis merecem o respeito de todos. Mas, por aqui, a torcida não podia deixar de ser pelo nosso profe Fischer. Dessa vez, vai.
Um amigo de quem eu muito gosto me disse ontem que este é um blog pessimista e que eu me lamento muito. Amigo, se você estiver lendo, este post é pra você: essa nunca foi minha intenção. Tirando as achincalhações ao Luiz Onofre Asneira e ao Dúvida Kroeff (porque esses dois cavalheiros, realmente, me deprimem), os outros posts eram pra ser divertidos. Se não está dando certo, prometo rever os meus conceitos. Mas que hoje eu acordei precisando de um Chivas, acordei.
Nessa semana, ouvindo o Cafezinho da Pop Rok com o Renato Godá, cantor e compositor paulista de quem já conhecia alguma coisa, me interessei muito pela música dele. Na mesma noite, por uma feliz coincidência, fui ao Camarote da TVCom e o Renato estava lá.
Meus amigos, o horário do show dele hoje, às 18 horas, não é o mais apropriado para um dia de Grenal (eu, pessoalmente, não vou ver o jogo, então gostei). Mas o show é imperdível. No site www.renatogoda.com.br é possível ouvir as músicas, ver fotos acessar links y otras cositas.
O show lança o CD Canções para Embalar Marujos, uma pérola. No site, Renato é definido como " um cantor que leva ao palco a atmosfera enfumaçada de um cabaré onde jazz, folk, música cigana e a chanson francesa convivem entre a elegância e a vulgaridade". E tudo isso sem aquele ar pretenso-cabeção tão comum aos paulistas mais inovadores.
Bom é pouco.
Serviço: Renato Godá neste domingo, às 18h, no Santander. Ingressos a módicos 10 reais.
Aqui, o link para ouvir Canção de um Velho Marujo: http://www.youtube.com/watch?v=koDkXXOYOgQ
Declaração do poderoso e inteligente dono do futebol do Grêmio, o Luis Onofre Meira, demonstrando conhecer o futebol e a alma humana na mesma medida: "Confio no retrospecto do Celso Roth em Grenais".
Ele devia era olhar para o retrospecto dele antes de falar asneira. Viva o grande Meira.
Em foto exclusiva do Sérgio Moreira, colaborador do blog que voltou à ativa (oba!), Dolores Solá, a cantora argentina que apareceude surpresa no Sarau do Conto levada pelo secretário Sergius Gonzaga e pelo músico Arthur de Farias. Dolores cantou dois tangos e um fado acompanhada por dois de seus músicos. E agora mesmo está no palco do Teatro do CIEE, para alegria de todos os que conseguiram ingresso (não foi o meu caso). Valeu, Sergião!
Esse é o famoso Santo Expedito, o santo das causas impossívels e urgentes. Hoje, nem ele pode ajudar. Mas aí vai a oração, caso alguém queira tentar...
Meu Santo Expedito das causas justas e urgentes, interceda por mim junto ao Nosso Senhor Jesus Cristo. Socorra-me nesta hora de aflição e desespero, meu Santo Expedito, Vós que sois o santo dos desesperados. Vós que sois o santo das causas urgentes, proteja-me, ajuda-me, dá-me forças, coragem e serenidade. Atenda o meu pedido. (ATENÇÃO, GREMISTAS: AQUI ENTRA O PEDIDO). Meu Santo Expedito! Ajuda-me a superar essas horas difíceis, proteja-me de todos que possam me prejudicar, proteja minha família, atenda o meu pedido com urgência. Devolva-me a paz e a tranqüilidade, meu Santo Expedito! Serei grato pelo resto da minha vida e levarei seu nome a todos que têm fé. Muito obrigado.
Rezar 1 Pai-Nosso, 1 Ave Maria, fazer o sinal da Cruz.
O novo/velho filme do Tarantino em cartaz na cidade (é de 2007) mostra que o diretor, além de doente, é francamente pró-mulherada. A história: Jungle Julia, DJ famosa em Austin, sai com três amigas rumo à casa no lago de uma delas. No caminho, as queridas param em um bar de última categoria, cujo dono é o próprio Tarantino, para encher a cara e esperar o namorado da Jungle Julia (a morenona encostada na jukebox). Lá elas encontram o Doublê Mike (também conhecido por Kurt Russel na vida civil) e, aí, só vendo o filme.
Uma cena boa: uma das meninas, a Butterfly, é convidada por um dos caras do bar a dar um amasso no carro. Ela não quer porque o toró está desabando lá fora, mas o cara, todo macho, mostra um guarda-chuva e promete que ela não vai ficar molhada na companhia dele. Butterfly responde: poucos homens se orgulhariam de dizer isso. Toma!
Grêmio quase perdeu Borges para o Santos no recesso da Copa
Peixe ofereceu R$ 1,5 milhão e R$ 100 mil a mais de salários para o atacante
Um dos destaques do Grêmio no primeiro semestre, o atacante Borges recebeu uma sondagem de peso no recesso da Copa. O Santos fez uma proposta milionária ao jogador. O atleta, que tem contrato com o Tricolor até o final do ano, recebe cerca de R$ 180 mil de salário. A oferta do Peixe era de R$ 1,5 milhão na mão e mais R$ 280 mil mensais.
Borges decidiu recusar em razão do contrato que tem com o Grêmio. O jogador deu a garantia à direção que cumprirá seu acerto com o clube.
(Bom como é e com caráter. Nao tem muitos desses dando sopa por aí. E é nosso.)
.Nós, os gremistas da minha família, não estamos esperando nada do nosso time nesse ano. Se acontecer alguma coisa vai ser lucro.
.Apesar do frio desgraçado, não dá pra não ir ao Olímpico. O time não se mobiliza se a gente não vai lá, é incrível. Antes eu ainda tinha uma casa da sorte para ver os jogos quando a preguiça batia e o conforto chamava. Agora, está decidido: é frio e cadeira dura e não tem mais desculpa.
.Celso Roth começou bem, mas ele sempre começa bem.
.Um amigo colorado, o João Pedro Vargas, tem uma opinião bem interessante: cada vez que o Silas fala mal do Mário Fernandes durante as entrevistas, ele deprecia o patrimônio do clube. Se o nosso pastor continuar dizendo que o Mário não sabe cabecear, não sabe chutar, não sabe nada, daqui a pouco esse guri vai embora. E vai barato.
Adriano Imperador, Wagner Love e o goleiro Bruno estão num carro. Quem dirige?
A polícia.
(Grande momento do profe Moreno na edição Homens Dependentes de ontem. Pra quem não foi, noite lotada, tri engraçada e com muuuitos homens na assistência. Gurias solteiras, apareçam no Sarau que vale a pena.)
Hoje estreia a terceira temporada de Californication
As aventuras do melhor escritor (ao menos da ficção) de todos os tempos, Hank Moody (David Duchovny, conhecido em outras épocas como o protagonista do Arquivo X) voltam ao ar hoje, às 23h, na Warner. Uma das minhas séries preferidas, sugestão do dia para todos os amigos.
Fui jantar em um restaurante novo na Nilo. Uma aula prática para entender a razão da mortalidade precoce de alguns lugares de Porto Alegre.
O restaurante estava quase vazio, poucas mesas ocupadas. Da rua não parecia grande, mas tinha várias salas, todas iluminadas demais. Luz branca e nada aconchegante para uma noite fria. Uma tevê ligada na novela Passione e o rádio sintonizado em uma emissora dessas que só tocam música chata completavam o ambiente.
Éramos quatro pessoas e os pratos vieram cada um de uma vez, sendo que o primeiro a receber o seu jantar já tinha terminado há tempos quando o meu risoto chegou. O garçom me entregou o prato dizendo: que estranho, veio tão pouquinho. Vou ver na cozinha o que aconteceu.
Ainda bem que era pouquinho, porque o arroz estava duro demais, apesar da demora. Os ingredientes descritos no cardápio não achei (mentira: procurando bem, encontrei uns cinco camarões duros e pequenos entre o arroz duro), mas cebola, que não era para ter, tinha. E muita, o que poderia agradar alguns clientes, mas eu não gosto de cebola. Já tinha desistido de me torturar com aquele rango quando o garçom parou ao meu lado com outro prato: o seu risoto. E eu: mas já veio. E ele: mas era pouco, pedi um reforço.
Acho que foi uma gentileza da parte dele, mas não deu pra aceitar. O garçom ficou visivelmente magoado, mas eu já tinha sofrido demais. E ainda por cima estava começando o Zorra Total na tevê bem à minha frente.
A conta chegou com o tal reforço que eu não pedi incluído, mas o próprio garçom disse que havia sido um engano. Como tudo dava errado, e todo mundo ainda estava com fome, a gente ria de tudo. Um desavisado pensaria que o jantar tinha sido um sucesso.
Tomara que os novos empreendimentos que a Copa 2014 promete nos trazer venham junto com treinamento, qualidade, bom gosto, essas coisas tão básicas para se conquistar e manter clientes e turistas. Enquanto isso, talvez seja melhor continuar indo aos lugares certeiros, ao menos em ocasiões de muita fome.
Metodo CT para esquecer alguem de quem voce gostou
Recebo e-mails de mulheres e de homens, das idades mais variadas, pedindo um ou outro conselho para lidar com situações amorosas complicadas. Nunca entendi por que as pessoas confiam em mim para essas coisas, mas confiam. De qualquer jeito, ajudar os mais jovens que eu é sempre mais fácil. Quase sempre o drama de quem tem vinte e poucos já foi o meu drama um dia, e o de todos os que passaram dos vinte e poucos. Já os conflitos da vida adulta, para não dizer os da vida madura, esses são bem mais complexos para apontar qualquer esperança. Ainda assim, eu me esforço. Não consigo ver ninguém sofrendo sem tentar fazer alguma coisa.
Sempre deixo bem claro que as respostas são apenas sugestões para tentar ajudar um pouquinho, mas sem qualquer garantia. Minha torcida é para que todo mundo se acerte no final. Mas às vezes não tem mais jeito. Porque um ou outro fez o que não devia (não necessariamente no sentido da traição clássica), e quase sempre os dois fizeram, o lance desgastou, o caldo entornou, o encanto acabou. Deu, já era, terminou.
Nos últimos dias, por coincidência, andam chegando diversos e-mails pedindo algum conselho para esquecer um amor desses sem salvação. Bem difícil. Amor faz falta até quando a gente nem tinha bem certeza se era amor mesmo. Basta parecer com um amor para ninguém querer perder. Se a companhia era boa, as afinidades existiam, havia vontade de estar junto e saudade por não estar, daí pode-se prever algumas dificuldades para deletar o alguém da sua vida. Nada que não se consiga, mas dá trabalho.
Com base na observação do mundo, em alguma experiência no assunto e até na literatura, desenvolvi um pequeno método que uso em causa própria quando tudo se vai pelo ralo. Sempre digo a quem pede o meu método que só o aplique se tiver absoluta certeza de que a coisa não tem volta, porque ele funciona. É o contrário daquelas mandingas que vinham anunciadas nas revistas de fotonovela para conquistar alguém, mas a advertência é a mesma: jamais utilize esses ensinamentos para o mal. Para o seu mal, no caso.
Aí vai o meu método para todos que me escreveram pedindo. Mas na esperança de que ninguém esteja precisando dele neste momento.
1
Já que não se esquece alguém de uma hora para outra, ao menos apague a pessoa de todas as suas agendas. A pior coisa é ver aquele nome cada vez que se procura por algum telefone. Claro que, de tanto ligar, você já sabe o número em questão de cor, então trate de chacoalhar a cabeça para embaralhar os algarismos e atrapalhar a lembrança. O bom de deletar da agenda é que também evita a decepção do telefone tocar e você não enxergar no visor o nome que tanto queria ver. Obviamente, delete também todos os e-mails, fotos, todos os vestígios da passagem daquela pessoa pelo seu computador. Mas faça de verdade, sem artifícios como salvar tudo em uma pastinha que você promete a você mesmo/a que jamais vai abrir. Você vai viver mexendo na pasta, vai rever tudo sem parar e vai sofrer muito de novo.
2
Nos momentos de cabeça parada (oficina do diabo), em lugar de ficar remoendo os bons momentos, faça um não-vale-a-pena-ver-de-novo com tudo o que não lhe agradava na pessoa. O time pelo qual ela/ele torcia (se não for o seu, obviamente), as implicâncias, alguma mesquinharia, tudo o que puder prejudicar a imagem idealizada que você construiu da/o outra/o. Até porque, como a gente sabe, esse ideal só existe por alguns dias. Depois é vida real pelo resto da vida.
3
Se a pessoa costumava tratar você por algum apelido ou expressão que você detestava (Gordo, Fofa, Negrinha, Cabeça-de-Bagre ou Boca-Aberta, por exemplo), procure lembrar o quanto isso lhe irritava. E console-se pensando que agora, pelo menos até sua próxima história de amor começar, você só será chamada/o pelo seu verdadeiro nome. Só tomara que não seja Jurandina ou Glauvecyr.
4
Não ouça música nenhuma. Toda música traz alguma lembrança, mesmo as que você nem ouvia com a pessoa.
5
Não veja filmes de amor, nem os que dão certo e muito menos os que dão errado. É a hora perfeita para pegar na locadora todos aqueles filmes de guerra que vocês, gurias, sempre ignoraram completamente -e com toda a razão. Para os homens, sugiro todas as temporadas do Sex and the City, para pegar nojo de mulher por um bom tempo.
6
Se ela/ele cozinhava para você, vai ser mais difícil ainda esquecer. É comprovado que as memórias gastronômicas são fortíssimas (basta ver a quantidade de livros de memórias que partem da cozinha) porque, a elas, se associam outros prazeres decorrentes daquele momento. A tradução leiga: coisas boas puxam coisas boas. Estou ainda em busca do antídoto para essas lembranças. Minha sugestão particular, mas nem todos gostam da ideia, é começar uma dieta. Comigo funciona e sempre emagreço um pouquinho, o que ajuda na recuperação da auto-estima. E você ainda pode repetir para você mesma/o: ainda que ela/ele quisesse fazer um jantar para mim hoje, eu não poderia porque estou de dieta.
7
Volte a ser quem você era. Se deixou o cabelo crescer porque ela/ele gostava, corte sem dó e nem piedade. Ou se tentou usar curto por causa dela/dele, vire testemunha de jeová e não tesoureie nunca mais. É muito bom fazer coisas que agradam quem a gente gosta. Por isso mesmo, os vestígios precisam ser apagados o quanto antes. Senão você não esquece.
8
Não amoleça o seu coração revivendo as muitas vezes em que ela/ele esperou por você no frio, na chuva, no vento, no sol, na neve, na noite. Pelo contrário, fique lembrando de todas as vezes em que ela/ele alegou as horas que passou esperando por você você no frio, na chuva, no vento, no sol, na neve, na noite.
9
Defeito é a coisa mais fácil de achar nos outros. Mas não em alguém de quem você gostou: você não teria ficado com aquela pessoa se não sentisse por ela atração, admiração, tesão e tantas outras sentimentalidades terminadas em ão. Diminuir quem a gente gostou depõe contra a gente mesmo, no fim das contas. Mas sempre dá para arrumar alguns fatos desabonadores. Por exemplo: fique remoendo as lições de moral que ela/ele passou em você (isso é fatal, não há quem não passe uma lição de moral no outro). Se ela/ele desconfiou de você alguma vez, qualquer que tenha sido o motivo, reviva a sensação de injustiça. Se você foi acusado/a de mentiroso/a pela pessoa, não esqueça jamais. Pense também nas surpresas que você fez e que deram totalmente errado. Pense em como você, muitas vezes, se sentiu abandonado/a. Em outras, teve a sensação de que não inspirava lá muito orgulho no outro.
10
Você é um/uma ciumento/a controlado/a. Daquela pessoa específica você tinha um pouco mais de ciúme, nada nem perto de escândalos, barracos e falta de noção. Então pare de se martirizar por causa disso e vá ler Mulher Perdigueira, o livro novo do Carpinejar, que também serve para os homens. Diz o Fabrício que a doença não é o ciúme, doença, nos relacionamentos, é a indiferença.
11
Trabalhe como um condenado. Sobra menos tempo para pensar em coisas boas, ou em coisas que foram boas.
12
Se você tem mãe, acione. Tem coisas que só uma mãe faz por você.
13
Aquela máxima de que sempre existe um sapato chutado para um pé desprezado é a mais pura verdade. Impossível não haver no mundo alguém que simpatize com você. Nem é para fazer nada de que você vai se arrepender dez minutos depois, é só para ter alguém por perto dizendo que você é bacana, razoavelmente apresentável, honesto/a, nem um pouco chato/a, não de todo burro/a, uma boa pessoa, enfim. Este método sugere que você reative os seus antigos contatos assim que seus olhos desincharem, e antes que dê vontade de chorar de novo.
14
Muito importante: jamais deite se não for para dormir em um segundo. Ficar fritando na cama é absolutamente desaconselhável nessa fase da vida. Faça ginástica, assista a todos os DVDs do mundo, escreva, leia, se ofereça para cuidar dos seus oito sobrinhos, limpe a casa como faxineira alguma jamais fez, conserte a pia, instale uma antena externa. Só não vá para a cama sem estar morto, senão você vai pensar.
15
O mundo tem muita gente legal, atraente, com um corpo que vai agradar você, que vai falar coisas que você vai gostar de ouvir, que vai fazer planos interessantes com você, que também tem bom gosto, que vale a pena conhecer. Agora não parece, mas tem. Só não pode é achar que você nunca mais vai encontrar nada parecido com o que já teve (esse é um conselho meio de auto-ajuda porque a tal imagem idealizada do outro vai ficar indo e voltando na sua cabeça, e a ideia aqui é dar argumentos para afastar as lembranças).
16
O Márcio, amigo e escritor mineiro, tem duas sugestões: a leitura de Não se pode amar e ser feliz ao mesmo tempo, da ultrarrealista Myrna, pseudônimo de Nelson Rodrigues. E, diz ele com muita propriedade, "talvez valesse acrescentar no item 1, em caráter preventivo, um alerta aos incautos: jamais tatue o nome da pessoa amada, pra não sentir na própria pele o fogo que arde sem se ver".
17
Contribuição de João Otero para o esquecimento -ou a diminuição do sofrimento, ao menos: "Sugestão pra receita: tome o vinho e coma os bombons que você guardou para a última "ocasião especial", ou a última "surpresa" - e que nunca chegou a acontecer de fato. Sem remorso! Afinal, se você está seguindo "O Método" é porque já tem absolutamente certeza de que não resta esperança alguma de que "algum dia, sei lá... talvez" possa ter a chance de abrir o vinho novamente, ou entregar os bombons pra ela/ele... Aliás: Hey! Acorda! Não viaja na maionese: isso não vai acontecer mesmo! É melhor ir se acostumando. Abre o vinho e come os bombons duma vez (ok; doe os bombons se você estiver naquelas da dieta do passo acima)."
E este é o método CT, bastante simples, mas não indolor (ninguém nunca disse que seria fácil). Ele pode ficar mais completo com sugestões de quem quiser colaborar. Basta postar nos comentários que eu incorporo aos passos originais. Os/as necessitados/as agradecem.
Sai a turma do Dunga, volta o Tricolor com Jonas e Borges matando a pau (certo que o Vasco é ruim de doer, mas já está 3x0 pra nós no tal Torneio da Hora).
Agora que terminei de ler pela segunda vez o romance Invisível, do Paul Auster, confirmei o que a primeira leitura já tinha me apontado: é um dos meus top livros dos últimos tempos. A história de Adam Walker começa nos anos 60 quando ele se envolve com um casal, um professor de ciências políticas (e hediondas opiniões políticas) e sua mulher, a francesa Margot. A dupla influi para pior no destino do jovem Walker, então com 19 anos, que ainda vai manter um caso incestuoso com a irmã, Gwyin. A história avança no tempo, muda de narrador, tem livro-dentro-de-livro, tudo como Paul Auster faz como ninguém (acho eu). Parte da crítica americana detestou o romance. Deve ter sido muito para a cabeça. Mas o livro é maravilhoso.
Este sábado foi um dia normal na agência, com todo mundo trocando o merecido descanso do final de semana por mais trabalho e mais reprovações de trabalho. Engraçado é que todos os assalariados presentes torciam para Gana surrar os americanos, uma torcida muito mais apaixonada que em jogo do Brasil. Pena que o próximo embate dos africanos seja contra o Uruguai, time do coração dos Tajes e que, se tudo correr bem, há de avançar no campeonato. Mas que foi lindo ver os limpinhos e bem alimentados americanos tomando dos ganenses, foi.
Donovan, a caminho do chuveiro, em foto do Globoesporte.
(O Carlos André Moreira, editor de Literatura da Zero Hora e dono do blog Mundo Livro, esteve no Sarau do Carpinejar, na última terça, com a fotógrafa Adriana Franciosi.)
SARAU
Velas, vinhos e leituras
Em noite de casa lotada, Sarau Elétrico debate o ciúme, tema do novo livro de Carpinejar
Em noite de Sarau Elétrico, obsessões podem ser cômicas e até o ciúme pode causar risos. A reunião etílico-músico-literária, um dos eventos noturnos mais tradicionais de Porto Alegre, está para receber na noite de terça-feira o poeta e cronista Fabrício Carpinejar. O público do Sarau costuma ser bom, mas o convidado de honra garante casa cheia, todas as mesas lotadas e um bom número de gente se acotovelando em pé no balcão. O tema do dia, inspirado pelo novo livro de Carpinejar, é o ciúme.
– Ele defende uma namorada meio obsessiva, que fique olhando o celular o tempo todo, liga umas 20 vezes... Discordo totalmente, mas quero ver qual é o espírito – comenta o estudante de Relações Internacionais Felipe Schmechel, 26 anos.
Felipe estava lá com a namorada Mareike Kremer, alemã nascida em Bonn que o conheceu há aproximadamente um ano, ao se mudar para o Brasil. Ambos foram ao sarau com um grupo de amigos. Mareike, garante Felipe, é tranquila com relação a ciúmes, então ele está curioso pela defesa que logo se seguirá da mulher ciumenta às raias do desespero.
Em um canto, quatro banquetas à frente de um número igual de microfones são ocupados pelos Katia Suman, Cláudia Tajes e Claúdio Moreno. Na extrema direita, senta-se o convidado da noite, trajando com brio uma inacreditável calça vermelha. O ambiente remete a romantismo decadentista. A penumbra do bar Ocidente é quebrada por um único foco de luz apontado para um globo espelhado, espalhando pontos luminosos pelo teto e pelo piso. Nas mesas de madeira escura, velas acesas no gargalo de garrafas vazias.
Katia abre os trabalhos e passa a bola para o primeiro leitor da noite, o convidado Carpinejar. De modo até bem conveniente, dado que o sarau faz da palavra declamada seu esteio em um dos bares mitológicos da noite porto-alegrense, a ideia de reunir literatura e boemia ocorreu a Katia durante a audição de um disco.
– Ouvi um disco em que um poeta beat, agora não me lembro qual, se o Ginsberg ou o Burroughs, lia os poemas dele com aquele ruído de bar ao fundo. Eram umas pintas lendo e zum-zum-zum, barulho de copo, murmúrio, o pessoal não calava a boca nunca, e o cara lá, lendo sem empostação, sem frescura, um troço completamente rock’n’ roll – conta Katia.
Sentado no banco da extrema direita, o convidado Carpinejar já transcendeu o rock e avançou pelo terreno da performance. Lê crônicas reunidas em seu livro mais recente, A Mulher Perdigueira, intercaladas com textos mais recentes já publicados em seu blog mas não editados em livro. Ao falar sobre brigas de casal, interpreta as vozes dos litigantes, vocifera os palavrões da discussão como se mirasse um desafeto na plateia. Lendo um ou outro trecho peremptório, interpela diretamente os companheiros de palco:
– Tajes, tu já mediu o tamanho do desespero de um homem durante a transa? – pergunta o poeta, incisivo.
– Do desespero não – responde a afiada Cláudia Tajes.
Nas mesas, os espectadores se dobram de rir. No momento em que Kátia lê a crônica A Infidelidade Masculina e chega à frase “um homem está traindo quando lembra de cortar as unhas dos pés”, o médico catarinense Pedro Antonelli, 31 anos, quase cai da cadeira. Pedro é um neófito no sarau, estava lá na última terça-feira levado por uma amiga, a advogada Ana Elisabete Reis, leitora assídua do blog de Carpinejar. Antonelli riu por identificação.
– Este foi o primeiro Dia dos Namorados em muito tempo que passei sozinho aqui, e eu cortava as unhas dos pés antes de sair. É bem essas: o cara tá pro crime, corta as unhas dos pés – ri.
A leitura prossegue com uma espontaneidade que flui natural – depois de 11 anos de Sarau Elétrico, a dinâmica da noite já é bem conhecida pelos participantes, mesmo que o elenco não seja o mesmo da estreia. Cláudio Moreno ora lê, ora intercala histórias da mitologia grega. Cláudia Tajes saca contos e citações de um humor brejeiro – Katia acumula a leitura com a mediação. E o convidado interage dentro de suas possibilidades – que no caso de Carpinejar são épicas.
– É muito bom, ele escreve coisas que a gente ri porque se identifica muito – comenta a técnica em enfermagem Viviane Goulart, 31 anos, que ia pela primeira vez ao Sarau com a amiga Patrícia Ribeiro, 30. Ambas há anos combinavam uma vinda ao Ocidente nas terças de Sarau, mas não acertavam as agendas. Quando finalmente compareceram, não se decepcionaram.
.Sábado estive na Feira do Livro de Ribeirão Preto e sinto informar: a Feira deles ficou melhor que a nossa. Ao contrário da Feira de Porto Alegre, cada vez mais econômica nas atrações, a de Ribeirão teve palestras, eventos e papos com autores o dia inteiro. Estiveram lá Moacyr Scliar, Zuenir Ventura, Luis Tatit, Cristovão Tezza, Ziraldo, Tatiana Levy e muitos outros, mas muitos mesmo. A lista completa está em www.feiradolivroribeirao.com.br. Fora isso, um show encerrava a programação do dia, e não um show qualquer: cantaram por láTom Zé, Erasmo Carlos, Maria Gadu, Nana Caymmi, Roberta Sá e grande elenco, teve de tudo e para todos os públicos. Sei que o modelo deles é diferente do nosso. Mas que o resultado é melhor, é.
.Para ver no DVD: O Contador de Histórias, do Luiz Villaça. A história real do menino mineiro Roberto Carlos, levado pela mãe para a Febem aos 7 anos para "virar doutor", segundo prometia a propaganda da instituição. Não é preciso dizer que o guri se formou em violência, mas teve a sorte de conhecer uma pedagoga francesa que mudou a vida dele. Hoje, o Roberto Carlos do filme é considerado um dos dez maiores contadores de histórias do mundo. Filmaço.
"A assessoria da candidata do Partido dos Trabalhadores (PT) à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que ela vai comparecer ao velório do escritor e Prêmio Nobel de Literatura José Saramago ainda neste sábado."
No seu novo livro de crônicas, o Fabrício sai em defesa das mulheres que farejam pistas e procuram indícios. Ele vê o lado bom do ciúme e dos excessos e fala de outras complicaçoes dos relacionamentos, como a indiferença dos homens e a insegurança geral. Já está entre os Mais Vendidos da Livraria Cultura e deve chegar nas listas todas logo, logo. Aqui, as dicas do Fabrício para identificar uma mulher perdigueira.
- Usará apenas "meu homem", "meu namorado" ou "meu marido", altamente possessiva;
- Não espera para discutir em casa. Parte do princípio terapêutico de que a raiva depende da espontaneidade do momento;
- Acredita que toda gafe poderá ser corrigida com sexo de noite;
- Pergunta de novo aonde ele vai, somente para confirmar os dados;
- Aparece de surpresa nos lugares avisados e afirma que é coincidência;
- Ao atender os amigos dele, puxa papo para garimpar histórias e informações privilegiadas;
- É uma leoa-de-chácara. Qualquer mulher que se aproxime mais melosa de seu companheiro, já chama de piranha ou vadia;
- Não pergunta quem ligou, pois considera uma atitude mal-educada, é independente, mexe direto no celular para verificar o número;
- Disca para números suspeitos como se fosse pesquisadora do IBGE, além de apagar nomes femininos do catálogo de endereços;
- É a provedora do Orkut dele, controlando os scraps e os recados;
- Parte da tese de que não importam os meios, mas o fim;
- Esquece o que fez de errado com repentinas declarações de afeto;
- Cheira a camisa e alega que é capricho, somente para confirmar se ele ainda põe o perfume que comprou;
- Tem um ciúme preventivo. Avisa o que ele pode aprontar antes de qualquer coisa e antecipa o julgamento;
- Investiga sua caixa de mensagens e ainda o culpa por deixar tudo ligado e à mostra;
- Decide mostrar sua lingerie nova justo quando ele tem algum compromisso;
- Pede desculpa com a mesma facilidade que xinga;
- Propõe constantes testes, em especial surpresas que terá que corresponder à altura. Ai se ele se atrasar para algo, mesmo não desconhecendo;
- Cria aniversário de tudo, do primeiro beijo, da primeira transa, do primeiro presente, do primeiro jantar, do primeiro cinema;
- É uma agência de notícias: manda mais de dez torpedos ao dia e conta suas novidades a cada meia hora;
- Instala a discussão perto de dormir, aproveitando o cansaço, e depois se faz de vítima, repetindo as ofensas recebidas;
- Quando ele chega tarde, finge estar dormindo;
- Na separação, amaldiçoa com "Nunca mais será feliz" ou "Ficará broxa com outra mulher".
anti-propaganda sentimental depois do dia dos namorados
As gurias da editora L&PM me pedem pra divulgar aqui o pior consultório sentimental do mundo: o meu. Na verdade, a gente faz uma brincadeira respondendo e-mails muito estranhos que comecei a receber, certamente porque meus livritos têm sempre essa temática de relacionamentos e tal. A ideia do consultório é da Paula Taitelbaum, que também produz junto com a Chris Kirst. Vai ao ar no site da lpm.com.br e toda semana tem programete novo. Em todos, meu desempenho é péssimo e meu cabelo fica horrendo, mas é a vida. A partir desse link aqui dá pra ver todos. E mandar e-mails também, please!
Tudo parecia tranquilo enquanto a Katia Suman e eu íamos de kombi para o Sarau Elétrico em Canoas, às 17h de sábado. Então, a notícia de que o Inter divulgaria o nome do novo técnico por torpedo para os sócios nos afastou totalmente dos propósitos literários da tarde. A Katia chegou a pressionar um contato quentíssimo dela para saber antes, mas acho que a fonte não teve coragem de contar a verdade.
Já em Canoas, chega a mensagem do meu irmão: é o Celso Roth. Primeiro a gente achou que fosse brincadeira, depois começaram os telefonemas e mensagens de colorados e gremistas e então chegou o professor Fischer com jeito de quem tinha levado um grande golpe da vida.
Era mesmo o Celso Roth.
O público grande, e de maioria colorada, que foi nos ver em Canoas, não falava em outra coisa. Ainda bem que a gente levou uns textinhos certeiros, senão teria afundado na tabela, Não tem como concorrer com uma bomba dessas e em plena tarde de Inglaterra X Estados Unidos, ainda por cima.
Um amigo me disse que o Roth, bom de arrancada, veio só pra final. No Mundial, o técnico já vai ser outro (pra ele eu dedico a música Sonho Meu). Meu filho, sempre um homem cauteloso, ficou preocupado, achando que o Celsão, dessa vez, vai acertar. Eu confio que ainda não vai ser dessa vez. O motorista colorado da kombi que nos levou de volta pra casa já estava com saudade do Fossati. E assim as manifestações de pasmo se seguiram noite a dentro, no restaurante onde jantei e em uma festa onde fui. Não que o Imortal esteja em grande fase, mas como é bom não ser com a gente.
Na linha romantismo pingando, que às vezes até é bom. Cartas para Julieta é quase um pote de leite condensado goela abaixo, mas eu gostei. Resuminho bem sem-vergonha: a encarregada do checking (como se diz em português...) da revista The New Yorker, que quer virar repórter a todo custo, viaja em lua-de-mel com o espetacular e maravilhoso noivo, Gael García Bernal (só aí já valeu o ingresso e ainda eu poderia pagar uma pipoca para o bilheteiro) para Verona. Lá ela conhece as Secretárias de Julieta, senhoras que respondem as cartas que mulheres apaixonadas enviam inspiradas pelo amor de Romeu & Julieta. E dê-lhe romantismo a partir daí.
O detalhe é que vi muitos rapazes com os olhos marejados na saída da sessão. E isso que o Celso Roth ainda nem tinha sido contratado.
Abaixo, o casal do filme. a loira bonita Amanda Seyfried e o me-faltam-palavras GGB.
Parece a biografia do Celso Roth, mas não é. Maldito Futebol Clube, que nem chegou a passar no cinema, conta a história de Brian Clough e seus fatídicos 44 dias como treinador do Leeds, time campeão da primeira divisão do futebol inglês, depois de levar o pequeno Derby a vencer a segundona da Inglaterra. O problema é que, antes de assumir, Bryan (que se acha genial e não aceita críticas -isso não lembra alguns técnicos que conhecemos?) briga com o parceiro Peter Taylor. E daí a coisa fica osca, como diria o profe Fischer. Bom programa pra manter o clima futebolístico desses dias. Só consegui postar o cartaz gringo, aí vai ele.
E o Javier Bardem foi o Melhor Ator em Cannes pela atuação no filme Biutiful, do diretor mexicano Alejandro González Iñárritu. Até que enfim alguém por quem eu torço vence alguma coisa.
No dia 13, ainda nas nuvens depois do jogo, recebi um telefonema do Fabricio Carpinejar pedindo o telefone de uma amiga em comum. Como o Fabricio estivesse um tanto irritado, talvez mesmo inconformado, com a vitória do Grêmio, disse a ele que havia um lado bom: tinha sido o meu presente de aniversário. Falta de tato, a minha. O Fabricio ficou constrangido por não saber, mesmo eu garantindo que o meu amor por ele é muito maior que as coisas do calendário. Então, hoje, o Fabricio postou o texto abaixo no blog http://carpinejar.blogspot.com. É ou não é pra gostar ainda mais do homem?
Aniversário tem desses paradoxos, a gente não avisa, mas quer ser lembrado.
E se avisa não tem graça receber parabéns. Parece jogada ensaiada. Parece caridade de esmola. Não há maior complacência do que festejar na hora em que se é avisado pelo próprio aniversariante.
Ruim é quando ele se antecipa, preenchendo cheques imaginários:
- Sabe que data é hoje?
É evidente que responderemos qualquer coisa menos o óbvio. O óbvio é o último a ser lembrado.
Todo pensamento esconde uma confissão. Uma de minhas melhores amigas, Claudia Tajes, estava trocando de idade. Não me lembrei porque não anoto e dependo de uma rede de amigos para dobrar a agenda.
A tragédia é que telefonei para ela no dia do seu aniversário para não falar disso. Pedi ainda um favor. Formal. Como se ela fosse uma operadora de telemarketing.
Não ligo sempre, mas inventei de apertar seus números logo na culminância de seu mapa astral. Não duvido que tenha sido na exata hora em que nasceu, quando Saturno belisca Júpiter.
Dói supor que ela atendeu com aquele ar misterioso de aniversariante, nem dizendo muito alô para não estragar a surpresa, controlando a respiração, sufocando as letras. Pois vivia um medo alegre, entendo; no aniversário, não conversamos, soletramos. Qualquer Silva é um nome estrangeiro.
Do outro lado da linha, ela planejava meus pulos, meus gritos de incentivo, meu arcadismo. E fui rápido, desconcertantemente seco, concretista, com pressa para pegar outro número de um conhecido em comum.
Por que não disquei um dia antes? A premonição é uma roleta russa.
Ok, estava em São Paulo, o que me mantém um pouco desligado de Porto Alegre, mas tive sinais que poderia encomendar o presente e me redimir em tempo hábil. Encontrei seu irmão Duda durante uma de minhas aulas. Não processei a informação:
Duda=Claudia=maio=aniversário
Talvez tenha ficado na segunda fase da operação. Vi seu livro "Louca por homens" na vitrine da Livraria da Vila. Não decifrei que era um telegrama para a delicadeza.
Ligar no aniversário desconhecendo o aniversário é encarnar um engano. Tudo é engano quando sabotamos a intimidade. O telefone deveria ser bloqueado para qualquer tema diferente. Não poderíamos receber cobrança, pressão do trabalho, muito menos linhas de crédito de banco.
Demorei tanto para comentar o que interessava que Claudia perdeu a esperança e desabafou que completava 47 anos. Triste, jurou que meu suspense era de propósito.
Veio a ânsia de bater o telefone na cara dela, coitada dela, coitado de mim. A vergonha me põe ofendido e aumenta a violência. Qualquer violência foi uma ternura desajeitada. A vergonha carrega nossa pior agressividade. Temos vontade de matar quem nos flagrou em erro. Só murmurei:
- Já ligo de novo.
Lavei a cara, tirei os três dedos de espuma da testa, e orquestrei a voz:
- Feliz Aniversário!!!!
Fui mais ridículo do que quando não recordava. No segundo telefonema, não tinha mais o que dizer a não ser soprar seus ouvidos. Soprar bem forte.
É coincidência, mas aconteceu de novo. No ano passado, bem no dia em que eu nasci, teve o show do Oasis em Porto Alegre. Nesse ano, em que se dizia que os meninos da Vila iam humilhar o Tricolor, o show foi do Borges e da torcida. E também do Silas, do Mário Fernandes e do Ganso, vá lá, que não tem como não reconhecer que o guri é craque. A gente tomou 3 gols que vão nos complicar a vida na Vila Belmiro. Mas quem ousaria dizer que não vai dar depois dessa noite de 12 de maio?
Respondendo ao Claudio Coloradaco (o ce cedilha desconfigura...)
Querido xará, esse abandonado blog não comemorou o Gauchão e anda bem na moita quanto aos resultados da Copa do Brasil por aquela velha, e verdadeira, máxima: em tempo de muda, jacu não pia.
Mas deixa os dias 12 e 19, principalmente o 19, passarem, que vou romper o silêncio com a participação da torcida, inclusive.
Olha aí um jacu de tonalidade azul. Bem quietinho, só no aguardo dos acontecimentos.
Com todo o respeito a quem fez isso hoje, mas caminhando pelo Nilo Peçanha ANTES do meio-dia, vi famílias inteiras em grandes filas diante dos restaurantes, esperando a abertura das portas para... fugir das filas. O tal almoço ritual do Dia das Mães fez o pessoal pular cedo da cama e almoçar ao meio-dia em ponto em pleno domingo.
Por essas e outras que não tem como ficar em casa nessas datas comerciais que a propaganda nos empurra.
Fila em restaurante é como coração de mãe. Pegando a senha, sempre cabe mais um.
Recomendação do Fabricio Sortica, da turma do blog (o Fabricio foi assistente de direção do filme Ato de Vida). Maiores informações em http://institutont.blogspot.com
Dia das Mães na Sala NT
Em comemoração ao dia das mães, no dia 09 de maio, domingo, O Instituto NT de Cinema e Cultura e a distribuidora Zapata Filmes reverterão toda a bilheteria da sessão do filme Ato de Vida ao Instituto do Câncer Infantil do RS.
Sinopse: O ato do nascimento. O primeiro olhar de uma criança sobre o mundo. Os primeiros momentos de vida. O primeiro encontro entre mãe e filho. Tudo isso gravado em um vídeo. Ato de Vida documenta o dia a dia de Susana Pacheco, mulher que trabalha há anos com filmagens de parto, sendo a única a registrar estes momentos na cidade de Pelotas no Rio Grande do Sul.
E aqui, a recomendação do Arthur de Farias:
Áurea Baptista e Lívia Dávalos levam"Simples Aparência"ao Palco Giratório do SESC, neste domingo, às 20h. Uma produção da Casa Elétrica, com apoio da Casa de Teatro de Porto Alegre (Garibaldi, nº. 853). Única apresentação de um espetáculo que há muito não voltava aos palcos. E sabe-se lá quando vai ter de novo.
Fred não jogou o jogo de ida, foi operado de apendicite e não joga no Olímpico quarta-feira. E antes disso, Gre-Nal. Mas ainda não é hora de falar nada. Só de sonhar.
Talk Show com Vitor Ramil na Livraria Cultura hoje, 23 de abril, às 19h, pra lançar o CD Délibáb - Milonga de la Milonga.
Antes disso, às 12h30, o Vitor vai estar no Cafezinho da Pop Rock. E quando vai ao Cafezinho ele canta, fala, conta causos, ou seja: ouve lá que vai ser bom.
Tem quatro pessoas no mundo que não suportam mais o conto do Viagra que eu leio no Sarau: Luis Augusto Fischer, Cláudio Moreno e Katia Suman, porque sempre estão presentes nessa hora, e o Cléo, cujo caso é mais complexo: basta eu separar o conto que o Cléo vai ao Ocidente, em uma espécie de maldição que nos une. O pobre do Cléo também não aguenta mais a leitura.
Para todos os outros que me pediram a informação, aí vai. Infelizmente, não encontrei o texto integral na internet e, algumas vezes, ele ainda aparece atribuído ao Luis Fernando Verissimo. O livro, portanto, é o Umidade, do Reinaldo Moraes, lançado em 2005 pela Companhia das Letras. E o conto em questão é o Sildenafil.
Uma curiosidade: em 2009, o conto virou um curta dirigido por Clovis Melo (ótimo diretor de publicidade que fez e faz a maioria dos filmes da Havaianas, entre dezenas de outros) e ganhou os prêmios de melhor curta-metragem, melhor ator (para Ricardo Petraglia) e melhor atriz (para Marília Medina) no 3º Festival de Cinema Brasileiro de Toronto. É Reinaldo Moraes, Horácio & Maria Helena em carreira internacional.
Sobre o atendimento ao Índio, zagueiro do Inter que deu entrada todo cortado no Hospital Cristo Redentor: "coincidentemente, o Cristo Redentor é o hospital de referência no atendimento a indígenas, como os das etnias Caigangue e Mbya-Guarani". E isso sem falar que ontem, 19 de abril, era Dia do Índio.
Pelo menos, o cara procurou ajuda na data e no lugar certos...
Sabe aqueles momentos em que a vida precisa de um efeito sonoro? Por exemplo, quando a gente leva um fora, paga um mico, tem um baque, essas coisas de todos os dias? Os efeitos estão todos aqui: http://instantsfun.es/
Esta é a capa do livro A Vida Sexual da Mulher Feia... na Croácia! Por incrível que pareça, saiu lá pela editora Algoritam e ainda entrou na lista dos Mais Vendidos. Quem diria que a mulher croata ia se interessar por esse assunto?
Um amigo querido, o Minwer Daqawiya, que edita o Blogo do Torcedor do Grêmio no Globoesporte.com, me convidou para, muito de vez em quando, escrever uma coluna lá. Por enquanto, mandei só duas e furei a terceira, que deveria ter entregue no sábado que passou. O fato é que os leitores dos blogs de esporte exigem personalidade de macho de quem escreve nesses espaços. Começa que a participação do pessoal é intensa e os comentários são muitos (mais pra muitíssimos, eu diria). E, junto com os torcedores que ou apóiam, ou fazem críticas inteligentes e pertinentes, existe uma turma raivosa e violenta que xinga até os antepassados mais remotos do colunista. Não é gremista de verdade, zicada e retardada foram alguns desaforos leves que eu levei. E isso sem escrever nada de ofensivo, polêmico ou importante para o destino do meu amado clube.
Antes que o Cláudio Coloradaço diga que isso é coisa de gremista, já adianto que dei uma volta pelo Blog do Torcedor do Inter e a situação é a mesma, xingamentos e pancadaria comendo soltos. Sem falar na incrível quantidade de erros de português cometidos pelos torcedores de ambos os times.
Resumindo: arrepiei e não entreguei a terceira coluna. O Minwer me disse pra não levar a coisa tão a sério, e falou que nem sairia de casa, se fosse se importar com a virulência dos leitores. Enfim, é isso que dá o cara se meter de pato a ganso, como dizia o meu pai.
(Numa hora dessas, quando o bagual que mora na gente desmonta, é muito bom passar aqui no blog do Sarau. Eu devia fazer isso com mais frequência, inclusive.)
.Um filme: Os Estados Unidos contra John Lennon. Quem curte os Beatles certamente vai gostar -e quem não é um profundo conhecedor (como é o meu caso), talvez goste ainda mais. O documentário mostra todo o contexto político da época e traz muitas entrevistas com ativistas, direitistas, jornalistas, artistas e, claro, com a Yoko. Está tudo lá, a Guerra do Vietnã e da Coréia, Nixon, a paixão de Lennon e Yoko (que aparece até bonitinha nas imagens dos anos 60/70), a mudança do casal para os Estados Unidos. Ameaçados de deportação, eles foram investigados e perseguidos pelo FBI e tiveram a sorte de encontrar o advogado Leon Wildes, que ganhou a causa depois de ter perdido todos os casos similares anteriores. Duas frases geniais entre os muitos depoimentos interessantes do filme:
O patriotismo é o refúgio dos patifes. (Gore Vidal)
Eu me dediquei a lutar e a fumar maconha em igual quantidade. Devia ter feito mais de um ou mais de outro, para conseguir sucesso em algum deles. (John Sinclar, ativista político e maluco beleza que escapou de ficar 10 anos na prisão por uma mobilização popular que começou com Lennon)
Depois do filme, a sensação que fica é a de que o John Lennon foi mesmo O cara. E isso que eu nem simpatizava com ele até às oito da noite da última sexta-feira.
.No futibas: e o Grêmio quieto, esperando Inter ou Pelotas. Ninguém disse que ser gremista é fácil, só que não precisava ser tão difícil (e todo mundo no Monumental na próxima quarta, pra mandar logo o Hawaii para as profundezas do inferno).
O presidente Duda Kroeff começa a arquitetar o Projeto Victor. Vai chamar o seu goleiro, conversar e projetar o futuro.
Duda quer convencer Victor a ficar no Olímpico, fazer uma longa carreira no clube. Lembrará das histórias de Lara, que está na letra do hino tricolor, e de Danrlei, um colecionador de faixas.
Junto com o papo, virá a compensação financeira, um salário condizente com a importância do jogador. Duda acha que ele será mais feliz no Grêmio do que em qualquer outro clube do planeta.
Victor é um grande goleiro. O Grêmio acerta na tentativa de investir nele. Dificilmente um clube europeu pagará mais do que 5 milhões de euros por um goleiro brasileiro que nunca saiu do país, por mais qualificado que seja, e ele o é. Eleito o melhor goleiro do Brasileirão por dois anos consecutivos, Victor vale bem mais do que os estrangeiros pretendem pagar.
O grande negócio para o Grêmio é garantir Victor e suas defesas no Olímpico.
A propósito:
Duda explicou que o Grêmio antecipou só 50% dos direitos de TV de 2010.
Um dos meus escritores preferidos vem a Porto Alegre para lançar seu livro mais recente. É o Sérgio Rodrigues, autor, entre outros livros, de Elza, a Garota e O Homem que Matou o Escritor. O novo livro, Sobrescritos, sai pela Arquipélago do Tito Montenegro, e reúne contos humorados, tragicômicos, irônicos e humanos, às vezes tudo ao mesmo tempo, sobre a escrita, o escrever e os escritores. Para minha grande honra, o Sérgio, que até então eu não conhecia pessoalmente, me convidou para bater um papo com ele antes dos autógrafos. E eu, cara de pau, aceitei mesmo, que não é todo dia que a gente encontra alguém que admira. Como disse o Sérgio, gremistas e colorados, estão todos convidados. Mais sobre o autor no ótimo site que ele edita: www.todoprosa.com.br
Então parece que todo mundo voltou da praia e o Sarau recomeça no dia 2 de março. Antes disso, no domingo que vem, dia 28, tem Grêmio e Novo Hamburgo na final da taça
Fernando Carvalho. Nada como voltar à rotina em grande estilo.
Chaplin roubou o grande amor de J.D. Salinger, diz biografia
Londres - O primeiro amor de J.D. Salinger, escritor que morreu quinta-feira, em New Hampshire (EUA), foi Oona O'Neill, filha do famoso dramaturgo americano Eugene O'Neill e que foi tirada dos braços do autor de "O Apanhador no Campo de Centeio" por Charlie Chaplin.
Segundo o livro "A Life Raised High", escrito por Kenneth Slawenski, biógrafo de Salinger, o rompimento de Oona com Salinger e o casamento dela com o comediante britânico foram "a grande tragédia romântica da vida" do escritor.
"Não havia como escapar daquilo: as capas dos jornais estampavam fotos de Chaplin enquanto tiravam as impressões digitais dele em um caso de investigação de paternidade", escreveu Slawenski em seu livro, que teve trechos publicados hoje pelo jornal "The Times".
"Os jornais também publicaram artigos em que o ator era acusado de montar uma armadilha para a jovem e inocente filha do dramaturgo favorito da América, em um diabólico caso de tráfico de brancas para prostituição", acrescenta.
"O episódio também foi publicamente humilhante para Salinger. Todo mundo sabia quais eram seus sentimentos por Oona O'Neill. Os companheiros do Exército aos quais ele, orgulhoso, tinha mostrado fotos de Oona agora se compadeciam", diz a biografia.
Apesar de tudo, "o orgulho e a tenacidade de Salinger o impediram de se lamentar em público". "Pelo contrário, ou fez caso omisso do ocorrido ou fingiu uma indiferença impassível".
"Fora reclamar de incessantes mas leves problemas de saúde, Salinger evitou mostrar qualquer sinal de ressentimento. Só em julho daquele ano (1941) é que ele finalmente admitiu que odiava Chaplin", conta Slawenski.
Ontem, no Sarau do Humberto Gessinger, que foi tri bom, lemos a lista das maneiras educadas de dizer que se vai aos pés. Aliás, expressão que a dona Katia Suman e eu não entendíamos, até que um moço da plateia explicou: ir aos pés, expressão que ninguém usa e muito menos entende fora do Rio Grande do Sul, é porque a pessoa se acocora na hora de fazer as necessidades. Quer dizer, se acocorava antes da invenção da patente, outra denominação para privada que só se usa em terras gaúchas. Segundo o Humberto Gessinger, é uma expressão do tempo em que se usava um sabugo para fazer a higiene, no pré-desenvolvimento do papel higiênico.
O fato é que, quando tudo começou, essa lista era para ser lida no Sarau do Vítor Ramil sob o título: Maneiras educadas de um pelotense dizer que vai aos pés. Isso porque Pelotas tem a merecida fama de cidade refinada. Só que a lista ficou deslocada demais diante da elegância do Vítor e volta agora dirigida não apenas aos pelotenses, mas aos gaúchos educados de todas as querências.
Aí vai.
MANEIRAS EDUCADAS DE SE DIZER QUE VAI AOS PÉS
Eu vou abolir o apartheid. Eu vou abrir a gaiola do João de Barro.
Eu vou afundar o navio negreiro. Eu vou apontar a luneta pro bueiro.
Eu vou arrancar a cabeça do Playmobil. Eu vou botar a carta de alforria no correio.
Eu vou colocar um BBB no paredão. Eu vou conhecer o Ari Barroso.
Eu vou construir uma barragem. Eu vou contar azulejos.
Eu vou cortar o rabo do macaco. Eu vou dar banho no mulato.
Eu vou dar um tchau pra um amigo que vem do interior e está indo pro rio. Eu vou depositar no Bank of Boston.
Eu vou desatolar a carroça. Eu vou descomer.
Eu vou escorregar o milkybar. Eu vou fabricar a perna que o saci perdeu.
Eu vou fazer rapel sentado. Eu vou inundar Chicago.
Eu vou na casa do Pedrinho. Eu vou levar o Mussum pro riacho.
Eu vou liberar o Robinho da concentração. Eu vou ligar a máquina de churros.
Eu vou mandar o elevador pro térreo. Eu vou matricular o Pelé na natação.
Eu vou mergulhar o Toblerone. Eu vou murchar as flores do azulejo.
Eu vou nocautear o Maguila. Eu vou parir a sucuri.
Eu vou passar um fax pro Coronel Barroso. Eu vou pintar a porcelana de arte barroca.
Eu vou romper o pacto de Kyoto. Eu vou soltar a marmota da toca.
Eu vou submergir o Kursk. Eu vou testar se o Blackberry é à prova d’água.
Eu vou tirar o plástico da mortadela.
Ideia superbacana do pessoal da Livraria Cultura. Lembrando os 29 anos da morte de Nelson Rodrigues, o pessoal estreou em dezembro uma peça que reúne situações,citações e personagens da obra de Nelson. Pouco amor não é amor é a história de Jurema, uma jovem que, às vésperas do casamento, passa a ter dúvidas sobre o passado de seu noivo, Afrânio, graças às intrigas de sua melhor amiga, Alaíde, e de um grupo de companheiros nada confiáveis do futuro esposo.
O texto é de Clênio Viégas. No elenco, Alvaro Chaves Neto, Clênio Viégas, Daniele Canez, Dayane Gomides, Ederson Quadros, Fernanda Copetti, Fernanda Romão, Juliana Goulart, Katia Sousa, Leonardo Carneiro, Lizandra Mendes, Mely Paredes e Rodrigo Corrêa.
Serão duas apresentações: dia 23 de janeiro, às 20h, e dia 24 de janiero, às 18h, no auditório da Livraria Cultura, no Bourbon Country. O ingresso é um quilo de alimento não perecível.
Pra todos os amigos do Sarau e, muito especialmente, pra todos os queridos que participam do blog e me acompanham em tudo, um superfeliz Natal cheio de coisas boas. E um 2010 com tudo de melhor que a gente merece. É muito legal ter uma turma tão bacana por aqui. E dia 5 a coisa recomeça lá no Ocidente. Um beijão!
Teria que confirmar com os professores Fischer e Moreno para ter uma certeza acadêmica do que vou dizer, mas me parece que está havendo um erro semântico quanto ao uso do adjetivo "anímico". No meu tempo de leitora de poesias clássicas, que já vai longe, anímico tinha a ver com alma (e o Houaiss confirma isso). Mas da forma como os narradores e comentaristas esportivos gastam sem dó a palavra hoje em dia, anímico tem a ver com ânimo. O estado anímico dos jogadores sofreu um abalo, o time está animicamente decrescente e outras formas, muitas delas, são ouvidas até cansar durante a transmissão de um jogo de futebol. Se alguém souber responder, por favor: "anímico" ganhou outro sentido e eu é que não sei?
(Claudia Laitano, a cronista convidada do último Sarau de 2009, levou um texto dos mais bacanas: o prêmio dado a pior descrição de sexo do ano na literatura de língua inglesa. E o grande vencedor do período foi ninguém mais, ninguém menos, que o grande Philip Roth. Aí vai.)
Todos os anos, a revista Literary Review, de Londres, premia com o Bad Sex Award o autor da pior, menos excitante e mais canhestra cena de sexo da ficção. Uma disputa sempre duríssima num dos terrenos mais traiçoeiros que um escritor pode enfrentar. E os vencedores, ao contrário do que se pode esperar, são sempre nomes consagrados da literatura em língua inglesa.
Em 2008, o prêmio foi dado postumamente a Norman Mailer por “O castelo na Floresta” (Companhia das Letras, tradução de Pedro Maia Soares), ficção histórica sobre os anos de formação de Adolf Hitler. Eis um trecho da cena campeã, na página 68 da edição brasileira: Assim, Klara virou-se para os pés da cama, pôs sua parte mais indecente sobre o nariz e a boca ofegantes de Alois e tomou em seus lábios seu velho aríete de guerra. "Titio" estava tão mole quanto um rolo de excremento. Não obstante, ela o chupou com uma avidez que só poderia vir do Maligno – isso ela sabia. Era de lá que aquele impulso tinha de vir. Assim, ambos estavam agora com as cabeças no lado errado, e o Maligno estava ali. Jamais estivera tão perto.
O Sabujo começou a voltar à vida. Dentro de sua boca. Foi uma surpresa para ela. Alois estivera tão flácido. Mas, agora, era homem de novo! A seiva de Klara escorria de sua boca, ele virou-se e cingiu o rosto dela com toda a paixão de seus lábios e sua face, pronto finalmente para moê-la com seu Sabujo…
Neste ano de 2009, o premiado foi o hoje considerado maior escritor vivo em língua inglesa, o americano Philip Roth, por The Humbling (“A Humilhação”), seu livro recém-lancado nos Estados Unidos, que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. O livro narra a história de sedução entre um velho ator de teatro e uma lésbica, com direito a um terceiro e marcante personagem: um consolo verde. Pelo absurdo da trama e pelas cenas de sexo descritas,
ninguém poderia duvidar que ele mereceu o prêmio (a tradução é do site especializado em literatura O Livreiro):
Ele deixou que Pegeen se autoproclamasse a líder e se propôs não participar até ser convocado. Ele olharia sem interferir. Primeiro, Pegeen pisou na geringonça, ajustou e firmou as correias de couro e posicionou o consolo de forma que ele apontasse para fora. Então ela agachou sobre Tracy, pincelando seus lábios e mamilos com sua boca e bolinando seus seios, e então ela deslizou para baixo e vagarosamente penetrou Tracy com o consolo. Pegeen não teve que forçá-la. Ela não teve que dizer nada – ele imaginou que se qualquer um deles começasse a falar, seria em algum idioma desconhecido para ele. O pau verde entrava e saía do corpo abundante embaixo dele, primeiro devagar, então mais rápido e mais forte, então ainda mais forte, e todas as curvas e gemidos de Tracy se moviam em uníssono com ele. Não era soft porn. Não eram mais duas mulheres despidas trocando carícias e beijos em uma cama. Havia algo de primitivo naquilo agora, uma violência de mulher contra mulher, como se, naquele quarto cheio de sombras, Pegeen fosse uma mescla mágica de xamã, acrobata e animal.
Que nesta segunda enfrenta a banca. Tudo de bom e entra lá com a tradicional garra tricolor. Beijo (certamente de todo o pessoal do blog) e muito sucesso.
Desceram a lenha no novo livro do Paul Auster. Quem se importa?
A notícia é do final de novembro, mas eu só li agora. A New Yorker, a tradicional revista literária americana, trouxe um artigo do crítico James Wood, considerado o mais importante crítico de literatura em língua inglesa do mundo, metendo o pau não apenas no mais recente livro de Paul Auster, Invisible, que acaba de ser lançado nos Estados Unidos, como em toda a obra do escritor americano.
Com o título de Covas Rasas, o artigo chama Auster de "um pós-modernista de almanaque, um diluidor que incorpora de modo ornamental e chamativo ("Atenção, eu sou pós-moderno!") elementos como a narração autorreflexiva, o ceticismo e o pastiche a histórias que no fundo exprimem uma visão de mundo convencional, impregnada de clichê e sentimentalismo".
E não para por aí.
"Paul Auster é, provavelmente, o mais conhecido romancista pós-moderno dos Estados Unidos; sua "Trilogia de Nova York" deve ter sido lida por milhares que geralmente não leem ficção de vanguarda. Auster claramente compartilha [com autores modernos e pós-modernos] um compromisso com a mediação e o tomar emprestado - daí seus enredos com jeito de cinema e diálogos de segunda linha - e no entanto ele não faz nada com o clichê a não ser usá-lo".
(...)
"Auster é sempre mais solene naqueles momentos de seus livros que são os menos plausíveis e os mais insípidos.(...) O resultado é que ele, com frequência, consegue o pior de ambos os mundos: realismo fake e ceticismo superficial. As duas fraquezas estão relacionadas. Auster é um contador de histórias envolvente, mas suas histórias são asserções em vez de persuasões. Elas se declaram; elas perseguem a próxima revelação. Como nada é construído de modo persuasivo, a desconstrução pós-moderna deixa o leitor em boa parte intocado".
O crítico é influente, é cabeção e deve saber o que está falando. Para o leitor, na minha opinião, nada disso importa. Paul Auster é um dos grandes escritores vivos de hoje, e não por obra do marketing. Ele É grande. Resta esperar o lançamento de Invisible e discordar do James Wood com conhecimento de causa (eu não li ainda e já discordei).
Pra calar a boca de quem dizia que o Grêmio ia entregar, o jogo foi limpo e nosso time apenas confirmou o que fez no campeonato inteiro: não ganhou. Menos mal, dessa vez. Mas não acho que nenhuma honra ficou pelo caminho e nenhuma história foi abalada. Azar de quem dependia do resultado dos outros para ser campeão.
A todos os que jamais prejudicariam um time rival (!) e nunca entraram com reservas em campo numa final de campeonato(!), a homenagem deste blog.
POEMA EM LINHA RETA
Nunca conheci quem tivesse levado porrada.
Todos os meus conhecidos têm sido campeões em tudo.
E eu, tantas vezes reles, tantas vezes porco, tantas vezes vil,
Eu tantas vezes irrespondivelmente parasita,
Indesculpavelmente sujo,
Eu, que tantas vezes não tenho tido paciência para tomar banho,
Eu, que tantas vezes tenho sido ridículo, absurdo,
Que tenho enrolado os pés publicamente nos tapetes das etiquetas,
Que tenho sido grotesco, mesquinho, submisso e arrogante,
Que tenho sofrido enxovalhos e calado,
Que quando não tenho calado, tenho sido mais ridículo ainda;
Eu, que tenho sido cômico às criadas de hotel,
Eu, que tenho sentido o piscar de olhos dos moços de fretes,
Eu, que tenho feito vergonhas financeiras, pedido emprestado sem pagar,
Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado
Para fora da possibilidade do soco;
Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas,
Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo.
Toda a gente que eu conheço e que fala comigo
Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho,
Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida...
Quem me dera ouvir de alguém a voz humana
Que confessasse não um pecado, mas uma infâmia;
Que contasse não uma violência, mas uma cobardia!
Não, são todos o Ideal, se os oiço e me falam.
Quem há neste largo mundo que me confesse que uma vez foi vil?
Ó príncipes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?
Então sou só eu que é vil e errôneo nesta terra?
Poderão as mulheres não os terem amado,
Podem ter sido traídos - mas ridículos nunca!
E eu, que tenho sido ridículo sem ter sido traído,
Como posso eu falar com os meus superiores sem titubear?
Eu, que venho sido vil, literalmente vil,
Vil no sentido mesquinho e infame da vileza.
Amanhã, como fizemos durante todo o Brasileirão, meus poucos parentes e eu assistiremos a Flamengo X Grêmio aqui em casa. Deu errado durante todo o campeonato (o Grêmio geralmente perdeu) e deverá dar certo amanhã, com a vitória do Flamengo.
Mas que dá uma dor no coração não querer que o time da gente ganhe, isso dá.
Saída do treinador foi anunciada após derrota para o Corinthians
A diretoria do Atlético-MG anunciou neste sábado, logo após a derrota da equipe para o Corinthians por 3 a 0, a demissão do técnico Celso Roth. O treinador assumiu o time mineiro após ser demitido pelo Grêmio.
(Tá na zerohora.com. Esse não acerta a mão mesmo.)
Na remota e inviável hipótese do Grêmio ganhar do Flamengo, imaginem a flauta que a gente teria que aguentar dos colorados. Imaginem a Katia, o Fischer e o Moreno dizendo que sabiam que o Grêmio ia ajudar o Inter. Imaginem os colorados falando que o Grêmio deu o título para o Inter, que o Grêmio trabalhou para o Inter, que o Grêmio serviu de escada para a glória do Inter.
Quanto mais eu penso nesse assunto, mais encontro nobres e plausíveis justificativas para não querer a nossa vitória no Maracanã. O Zé Pedro Goulart defende que o Grêmio pode ganhar do Flamengo e levantar a bandeira da honra por toda a eternidade. Mas alguém deu a mínima quando chamaram o Brasil de Campeão Moral da Copa? O Marcos Rolim tem um argumento convincente para não entregar: seria usar da mesma malandragem que a gente tanto condena na política.
Ele está certíssimo. Por isso, a saída não é entregar. É apenas deixar de ganhar e deixar de empatar.
Programa do Tricolor para o jogo de domingo que vem
(Copiei do meu amigo gremista Maurício Oliveira. Antes que o Campeão do Mundo Fifa me chame de vadia de novo: é apenas uma brincadeirinha, viu?)
Sábado
12:00 - Embarque para o RIO
15:00 - Cerveja na beira da Praia de Copacabana
17:00 - Futevôlei com Edmundo e Ery Johnson
18:00 - Banho de mar e uma cervejinha
18:45 - Maxi Lopez dá uma volta de bicicleta pelo calçadão e Souza vai comer um xis.
19:30 - Rospide faz uma roda de samba com Zeca Pagodinho e Júnior (Ex-Fla)
21:00 - Janta
22:00 - Banho
22:30 - Inicio da concentração na casa do Adriano. Douglas Costa sobe o morro.
24h00min - Souza, Maxi Lopez e Leo Moura vão buscar umas mulher e, como já é tarde, Mario Fernandes volta para o Hotel.
Domingo
02:00 - Putaria total na casa do Adriano 15 jogadores e 25 mulatas, Victor se envolve em uma briga num baile funk.
05:00 - Jogadores vão embora da casa do Adriano.
05:30 - Jogadores são vistos metendo um hot dog na rua.
06:30 - Todos os atletas se encontram no hotel descansando, menos o Douglas que ainda não voltou do morro.
12:00 Thiego é cortado do jogo porque pediu concentração total na partida
16:45 - Jogadores chegam no Maracanã.
17:00 - Time do Grêmio entra em campo.
19:00 - MENGÃO CAMPEÂO.
19:45 - Chopp na Gávea.
21:30 - Douglas Costa volta do morro.
22:00 - Retorno a Porto Alegre.
24:00 - Chegada em Porto Alegre com recepção triunfal da Geral do Grêmio
É o que pergunta o Fabrício Carpinejar sobre uma possível entrega de jogo do Grêmio. E quando o Inter entregou para o São Paulo no ano passado, qual teria sido a pergunta do Fabrício?
Mais detalhes no blog de futebol do Carpinejar e do Mário Corso, com uma amostra aqui:
O Inter fez sua parte vencendo o Sport, a outra parte é mais cara
O blog Rolo Compressor tenta acompanhar a mudança inédita de lado da torcida gaúcha: gremistas torcem contra o Grêmio e colorados torcem pelo tricolor.
Se deixar o Flamengo vencer no próximo domingo (6/12), seus jogadores abandonarão sua masculinidade e a fama farroupilha (no retrospecto de Marcelo Rospide, são duas vitórias e um empate, a tendência seguia para o alto).
Todo o país estará assistindo ao vexame de um dos maiores times brasileiros, capaz de se rebaixar a um conchavo. E não importa se jogarão com reservas, juniores ou dente de leite, é a estima da camisa que está na vitrine. O valor dela mais do que o preço. Ficará conhecido como o clube que entregou o campeonato. Por longo e maldito tempo. Daí pode tirar definitivamente a espada da mascote. O mosqueteiro seguirá desarmado para o Juízo Final."
Amigos colorados que estão morrendo de raiva porque acham que o Grêmio vai entregar para o Flamengo: não é que o Grêmio vá entregar. É que o Grêmio não ganha fora de casa. Se ganhasse, estaria em outra situação hoje. É incrível que os co-irmãos não se deem conta dessa verdade tão simples.
.Este pobre blog anda muito abandonado. Não é uma promessa, porque tenho furado todas as que faço aqui, mas tentarei reverter esse quadro.
.Se me permitem convidar, o Sarau da próxima terça, dia 24, vai ser dos melhores: Sarau da Paixão Solitária, com a presença do Imortal e autor do Livro do Ano no Prêmio Jabuti, Moacyr Scliar. Com uma atração extra: o profe Fischer prometeu explicar a diferença técnica entre bronha e punheta. Imperdível.
.Depois de levar uma flauta danada dos meus queridos profes Fischer e Moreno e da colorada-símbolo Katia Suman no Sarau passado, foi com orgulho ímpar que vi o Grêmio vencer o Palmeiras na quarta. Só pra acabar com essa história de que a gente ia entregar de propósito. Falem agora!
.Um amigo mandou essa lista que, diz ele, é o resultado oficial da 55ª Feira do Livro de Porto Alegre. Se for mesmo, a Barata ficou entre os vampiros. E eu fiquei bem feliz!
Ficção
Amanhecer - Stephenie Meyer
Crepúsculo - Stephenie Meyer
A Cabana - William P. Young
Só as Mulheres e Baratas Sobreviverão - Claudia Tajes
Lua Nova - Stephenie Meyer
Não-ficção
Receitas Fáceis - Anonymus Gourmet - Jose Antonio Pinheiro Machado
Marley e Eu - John Grogan
Kama Sutra Para Mulheres - Angela Machado e Vinod Verma
O Homem Voa! A Vida de Santos Dumont - Nancy Winters
Michael Jackson – Um Tributo ao Rei do Pop - James Aldies
.Como diria o Anonymus Gourmet, voltaremos. E antes que o final de semana se vá. Beijos tricolores pra todo mundo.
Um post pra agradecer aos queridos amigos do blog que estiveram no meu lançamento na Feira, sexta passada, e a todos que deixaram mensagens aqui: Anna Schuh e suas flores lindas (como dá pra ver acima), Sabriníssima, Ricardo Rodrigues, Rodrigo Germano, Fabrício Sortica, Juliano (que é técnico de futebol!), Cláudio Coloradaço, Ísis R., Márcio e Lília do Cruzeiro de BH, Dany, Geraldo e Sander Machado. Tô muito bem de turma! Valeu e um beijão!
Finados. Um dia perfeito para tricolores e colorados
Parabéns pra quem fez a manchete de capa do Caderno de Esportes da Zero Hora de hoje: Finados. Dirigentes, treinadores e jogadores enterrando o sonho das suas torcidas.
Interessante é que aquele rapaz que vem aqui no blog pra me xingar, o príncipe Jajá cover, dessa vez não apareceu. Por que será?
Só as mulheres e as baratas sobreviverão, de Claudia Tajes
Qual a sua fobia? A de Dulce, produtora fotográfica batalhadora, trinta e muitos, são as baratas. Como num pesadelo, numa noite de sábado em que se prepara para mais um encontro com um potencial pretendente, ela se depara, ao sair do banho enrolada na toalha, com uma barata descansando em cima do vestidinho preto básico escolhido para a ocasião.
Dando vazão à sua fobia (e a de 99% das mulheres, diga-se), Dulce bate a porta do closet, e tem início uma noite como nenhuma outra. Com a barata do outro lado da porta, e imobilizada pelo medo, essa protagonista humana, demasiado humana, repassa a própria vida. Numa espécie de sessão de terapia sui generis, tem-se um vislumbre das dores e das delícias da vida de solteira nos dias de hoje, das frustrações, expectativas e paixões segundo Dulce, em horas de lamentos e risos que deixam o leitor pedindo mais.
Pensando friamente e no meu caso particular, eu não posso reclamar de nada.
Tenho um filho maravilhoso que se encaminha para ser um ótimo homem. Tenho um trabalho mais bem remunerado que a média, ainda que tire meu couro. Tenho amigos e leitores que gostam do que eu faço e gostam de mim. Tenho um cidadão que também diz que gosta, e eu acredito. Tenho o Sarau Elétrico. Tenho perspectivas, enfim.
Com tudo isso, acho que me faltam motivos para estar arrasada só porque o Grêmio perdeu mais um jogo.
Mas eu estou.
(E para o Victor, meu apoio e gratidão irrestritos. O crédito dele é muito maior que a infelicidade de hoje.)
O Presidente e visionário Duda Kroeff anunciou: Luiz Onofre Meira, prestigiado, continua no Grêmio até o fim de 2010. Mas Meira impôs condições: se não puder contar com pessoas da sua mais absoluta confiança na equipe, prefere trabalhar sozinho.
Se o Didi Mocó, o Chapolin e o João Kleber já estiverem acertados com outros clubes, o pobre Meira vai passar o ano inteiro ralando solitário.
Agora resta ao Meirão torcer para o João Kleber não ser contratado pelo Inter.
"Sem a Bíblia, um livro que teve muita influência em nossa cultura e até em nossa maneira de ser, os seres humanos seriam provavelmente melhores".
José Saramago sobre Caim, seu livro recém-lançado, que conta em tom de ironia a história do filho de Adão e Eva que matou o próprio irmão. E mais Saramago sobre o livro dito santo:
"A Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana".
(Trechinho de um conto do meu livrito novo. Um post de risco que pode afastar os queridos leitores. Tomara que não!)
Gene recessivo
Se a moral da história é você passar um terço da vida estudando e então trabalhar em alguma coisa de que realmente goste para não ser um adulto frustado pelos dois terços restantes da vida, então eu sou mais feliz que todo mundo.
O que eu realmente gosto não precisa de estudo para ser executado e é tão agradável e reconfortante que não pode ser considerado um trabalho.
Não lembro exatamente quando foi que me decidi por esse caminho. Talvez tenha sido durante uma aula interminável de biologia, a pior de todas as matérias que fui obrigado a decorar. Em compensação, também foi nas aulas de biologia que aprendisobre o funcionamento do órgão sexual masculino, e alguma importância isso teve na profissão que resolvi seguir.
Eu não tinha mais do que quatorze anos e só pensava no glorioso dia em que faria sexo pela primeira vez. Esse pensamento ocupava todo o meu tempo, principalmente as manhãs, turno em que que frequentava o colégio. De uns tempos para cá, crianças que não conseguem prestar atenção na aula são diagnosticadas como portadoras de déficit de atenção. Meu caso era diferente. Minha atenção estava cem por cento concentrada na expectativa do meu primeiro ato sexual, o primeiro dos milhões que viriam a seguir, e não havia ensinamento de álgebra ou gramática que pudesse concorrer com isso.
Enquanto meus colegas, com maior ou menor dificuldade, evoluíam para a meiose, a mitose, as mitocôndrias e o Complexo de Golgi, eu seguia na mesma série, vendo e revendo a categoria dos poríferos. Por causa dessas criaturas inferiores cujo modo de reprodução até assexuado é, perdi três anos da minha vida. E ainda hoje não entendo por que saber alguma coisa sobre elas seria importante para a minha formação.
Enfim terminei o colégio, e não houve argumento capaz de me convencer a fazer a obrigatória inscrição no vestibular. Minha mãe disse que eu não seria nada na vida, e não posso culpá-la por tal reação. Até aquele momento, eu nunca tinha falado sobre os meus planos, e também não acredito que meus pais concordassem com eles.
Aos dezenove anos, eu estava pronto para ser um ator pornô.
...
Por que um ator pornô?
Se quem gosta de tênis quer ser tenista, quem joga futebol deseja jogar profissionalmente e quem se dedica a escrever sonha em ser escritor, nada mais lógico que alguém que se interessa muito por sexo ter a ambição de ganhar a vida com o sexo.
Ainda não falei de uma particularidade que desde muito cedo observei em mim, durante os banhos em conjunto com os meus primos e nos vestiários das piscinas: meu pênis sempre foi muito menor que o dos outros, a ponto de causar espanto entre os que o viam. A todos, eu sempre respondi que ele era assim somente em estado de repouso, convidando quem o desejasse para conhecer suas reais possibilidades. O que ninguém poderia saber é que, em repouso ou não, seu tamanho não variava quase nada. Seis centímetros relaxado, quase oito com os corpos cavernosos inundados de sangue, conforme os ensinamentos das aulas de biologia.
Atores pornôs se caracterizam, via de regra, por seus grandes e balançantes membros, que quase parecem possuir vida própria, dada a quantidade de movimentos que são capazes de executar. No meu caso, imaginei que a modesta centimetragem servisse como um diferencial. Assim como muitos cachorros, cavalos, anões e hermafroditas fizeram carreira no cinema adulto como coadjuvantes dos bem-dotados, eu poderia também encontrar o meu espaço. “O Menor Pênis das Telas”, “A Miniatura Perfeita”, “Minúsculo e Incansável”. Eu tinha preparado um estoque de frases de efeito a respeito de mim mesmo, e só precisava de uma oportunidade para torná-las realidade.
O fato é que eu era um atô pornô em potencial, mas continuava virgem. E teria que resolver esse impasse antes de partir, de mala e cuia, para tentar a carreira em São Paulo.
Da minhaaparência, não tenho queixas. Há dois ou três anos, algumas garotas do colégio espalharam que eu seria igual ao Brad Pitt, se o ator americano fosse atropelado e pegasse varíola. Na época eu havia desenvolvido uma acne violenta, que curei com uma fórmula caseira e mau-cheirosa da minha mãe, tão eficaz que sumiu até com as cicatrizes. O corpo eu trabalhei com pesos e exercícios puxados, porque um ator pornô pode até ter o pênis pequeno, segundo me parece, mas jamais poderia se apresentar com a barriga grande e flácida ou pernas de marido, que era como o meu pai chamava os próprios gambitos sem músculos. Ao fim do meu programa dermatológico e físico, eu não estava parecido com o Brad Pitt, e nem precisava. As garotas se jogavam para mim nas aulas, nas festas e nas lanchonetes e, se não perdi a virgindade com nenhuma delas, foi apenas por medo de que alguma fofoca sobre o tamanho do meu membro se espalhasse pelo colégio.
O assunto teria que ser resolvido longe da vizinhança onde eu morava. Por isso, naquela noite, tomei o banho mais demorado dos meus dezenove anos, coloquei uma camiseta sem estampa que me deixava mais adulto e, depois de dizer que ia conversar na casa de um amigo, fui de ônibus até o centro da cidade, região cheia de bordéis e boates. Levava no bolso, amassadas, as notas que vinha surrupiando há mais de uma semana da carteira da minha mãe.
Eu precisava pagar pouco e escolhi a boate que me pareceu frequentada pelo público mais humilde, trabalhadores nanicos e pardos da construção civil e velhotes com os botões das camisas tortos. Assim que entrei, várias mulheres feias e gordas tentaram atrair minha atenção. Por um momento, os outros clientes da casa ficaram apenas com suas cervejas mornas a lhes fazer companhia.
Acabei me decidindo por uma mulher mais velha, ou mais maltratada, possivelmente com filhos, o que deveria tê-la tornado compreensiva e tolerante, segundo o catecismo ensinava sobre a maternidade. A caminho do quarto, a mulher, que disse se chamar Vanessa, perguntou se era a minha primeira vez e iniciou uma procura um tanto estabanada por dentro das minhas calças.
-Relaxe, querido. Eu quero ver como você fica.
Eu já estava excitado, mas Vanessa não notava. E talvez nem tenha percebido o momento exato em que, poucos minutos depois, a minha vida sexual foi oficialmente inaugurada.
...
Candidatas a babás apresentam referências de antigas patroas, candidatos a motoristas apresentam a carteira de habilitação, candidatos a publicitários apresentam uma pasta de trabalhos. O que eu deveria apresentar para conseguir um papel em um filme pornô?
Passei dias inteiros na internet em busca de sites de produtoras e também de revistas e casas de espetáculos pornográficos. Fazer shows de sexo ao vivo não era exatamente o meu objetivo, mas poderia me abrir as portas para o cinema. Não sei como eu me comportaria diante da platéia com uma única experiência sexual no currículo, mas era algo que me assustava bem menos do que uma prova sobre o ácido desoxirribonucleico.
Escrevi para vários sites, me coloquei à disposição para entrevistas, propus viajar para São Paulo ou onde mais fosse preciso, mas as respostas não chegavam. Para conseguir o isolamente de que eu necessitava, disse à minha mãe que estava estudando para um concurso dos Correios, o que manteve a porta do meu quarto fechada e a família afastada por vários dias.
Às vezes eu encontrava antigos colegas do colégio, a maioria já na faculdade. Aos que queriam saber de mim, eu dizia que estava por fechar um grande contrato. Era engraçado ver o descrédito na cara deles. Um casal que estudou comigo em uma das oitavas séries que fiz, e que então já namorava, havia noivado e mais: agora os dois cursavam biologia juntos na faculdade. Impressionante a capacidade de alguns de jogar a vida fora.
Cansado de passar os dias no computador esperando o e-mail de algum diretor de cinema, decidi usar o método padrão dos candidatos a emprego e apresentar minhas credenciais. Para isso, fiz uma série de fotos de mim mesmo, nu, sempre em estado de ereção, comprovando o que havia ouvido uma vez: incrível como uma máquina fotográfica apontada para o pênis tem efeito afrodisíaco.
Bati cerca de vinte fotos, mas o resultado não ficou bom. Em todas elas, o contraste entre o meu corpo forte e definido com o membro pequeno demais beirava mais o artístico que o pornográfico, com certeza por culpa de Michelângelo e o Davi de pinto infantil. Por mais que eu fizesse cara de tarado, ou simulasse um orgasmo, ou acariciasse o meu pênis com suposta lascívia, o que chamava a atenção era o desamparo daquele nada em meio aos músculos bem desenvolvidos. Algumas fotos, inclusive, chegavam a ser comoventes. Mas a minha idéia não era a arte, de formas que investi na curiosidade da coisa para tornar minha imagem mais atraente para os produtores do entretenimento adulto.
Procurei pela casa objetos que tivessem o tamanho parecido com o do meu pênis e posei para as fotos segurando-os ao lado do membro: um lápis já muito apontado, uma colher de cafezinho, um minicraque da Coca-Cola, um sabonete, o celular da minha mãe. Agora sim, as fotos ganhavam um quê de luxúria indispensável aos meus planos de astro pornô. Anexei os arquivos e reenviei os e-mails aos mesmos destinatários, acrescentando ao assunto “Ator pornô revelação” o aviso, em letras gritantes: AGORA COM FOTOS. Por ingenuidade, etalvez alguma vaidade, postei no orkut uma das imagens, uma da série bisnaguinha Seven Boys em que o pão encobria completamente o meu pênis. A legenda: Pequeno, mas Obsceno.
Na noite seguinte, minha página contabilizava mais de mil acessos, quatro deles na minha casa.
Duda Kroeff, Presidente, e Luiz Onofre Meira, Diretor de Futebol. Os dois sábios vetaram a contratação do Marcelinho Paraíba porque o jogador estaria "velho" para o Grêmio. Resultado: o MC está destruindo no Coritiba e acaba de ser contratado pelo São Paulo para 2010. Impeachment já.
Sem querer dar uma de engenheiro de obra pronta, minha sensação para o jogo de hoje não era boa. Sport Recife, o time do Ariano Suassuna. Eu disse isso aqui em casa, mas ninguém levou em consideração. Pelo menos a gente não perdeu. Só quase.
Extra! Duas perguntas para o Carpinejar, ganhador do Jabuti
Para alegria dos leitores, fãs, admiradores e da torcida em geral, o Fabrício Carpinejar ganhou ontem o Prêmio Jabuti, categoria Crônicas, com Canalha! E ainda respondeu duas perguntinhas para o blog enquanto esperava para dar uma entrevista na Band. Parabéns para o nosso Canalha preferido. A turma aqui adorou a notícia.
1.Jabuti de Crônicas para o poeta. Define isso em uma frase poética. Enquanto uns saem da casca, eu entro nela.
Jabuti é uma confortável marquise para minha distração. Descobri que o bichano gosta de crônica como ração. Dei sorte.
2. Pode falar do livro novo? Será uma reunião de meus aforismos no twitter. Segue fielmente a estrutura da ferramenta, com o dia e o horário decrescentes dos posts. Cerca de 400 máximas, 400 ataques cardíacos num espaço de 140 caracteres. Até os prefácios respeitam esse limite. O meu riso é uma asma incurável.
Primeiro foi acreditar que era possível, com o 1 X 0 do Souza. Depois foi acreditar que terminaria empatado. No fim, deu a lógica. Mas o G4 ainda nos espera. E o pólo aquático do Inter também não deve ter deixado os amigos vermelhos nada felizes.
O Márcio Januário Pereira, escritor mineiro que conheci na Bienal de Belo Horizonte, acaba de lançar o livro infantil No meio da rua no mundo da lua.A história, toda poética, de uma inusitada colisão entre uma lesma e uma tartaruga, é ilustrada pela Denise Rochael. O livro saiu pela Abacatte Editorial e é uma boa dica para se procurar na Feira do Livro. E tu não vem aí pra autografar, Márcio?
(Este democrático blog gremista publica a opinião muito bem fundamentada de um amigo meu, colorado fanático, sobre o momento do seu time.)
10 razões que me levam a crer que o Inter não quer ser Tetracampeão Brasileiro.
João Pedro Vargas
Demorou a cair a ficha, mas neste final de semana tudo ficou claro e límpido na minha mente rubra: o Inter não quer ser campeão brasileiro. É claro, como eu não havia pensado nisso antes? Cheguei a esta conclusão após resgatar na memória a trajetória colorada desde que perdemos a Copa do Brasil e encontrei dez razões que confirmam minha tese:
A venda do Nilmar.
Manter o Nilmar triplicaria as chances do Inter em terminar o ano com o caneco. Não dava pra arriscar, a direção foi ágil e vendeu o atacante para um time de terceira linha da Espanha. Como ele já vinha sendo convocado para a seleção, a direção não perdeu tempo. Vá que tivesse esperado até o jogo contra o Chile, no qual o Nilmar matou a pau e fez três gols? Ele ficaria muito valorizado e o Inter não conseguiria vender tão rápido.
Fé no pastor.
De uma coisa não dá pra reclamar do Pastor Tite, re-gu-la-ri-da-de. Ele mantém um linha de trabalho firme e convicta: muda o time sempre, ganhando ou perdendo. Um ano e meio de trabalho e o time está sempre mudando, nunca está definido. E sempre tomando muitos gols. É uma forma de continuidade, de re-pe-ti-ção. Não manter um padrão é, de certa forma, um padrão. Dá pra enteder? A direção colorada entende e aprova.
Quem precisa do Fernandão?
Fernandão faz gols? Sim. É líder? Sim. Tem história e ama o Inter? Sim. Daria uma alternativa de ataque que o Inter não tem desde que o prórprio Fernandão foi embora? Sim. É jogador que bota faixa no peito por onde passa? Sim. É mais jogador que o Alecssandro? Sim. É mais jogador que o Taison? Sim. Joga mais que o Vágner Libano? Deiza eu ver...sim. Faria gols neste brasileiro medíocre, meteria medo nos zagueiros adversários, botaria ordem num vestiário rachado e aumentaria as chances de título do Inter? Sim. Ah, então, não serve.
Magrão tá bem? Vamos vender.
Bem feito pra ele. Resolveu jogar bem e acertar o time. Mandaram embora voando. Foi o quarto titular importante a ser vendido. Peraê, mas pra botar as contas em dia não tem que vender só dois titulares por ano?
Não existe lateral direito no mercado.
Cicinho. Vitor. Apodi. George Lucas. Leo Moura. Jancarlos. Alessandro. Gabriel. Tá, forcei a barra em alguns nomes. Mas, para a direção do Inter, nenhum deles amarra a chuteira do Danilo Silva. E 90% dos gols que o Inter sofre saem pelo lado direito.
Vágner Libano, o salvador da pátria.
O guri pode até ser bom, mas assim, pensando bem por alto, devem existir mais ou menos umas 5 alternativas melhores, antes de pensar no Vagner Libano para entrar nas “podres”. Vamos ver: Marquinhos, Edu, Kleber (passando Cordeiro para a lateral), Marcelo Cordeiro (também já jogou no meio-campo), Glaydson (puxando Sandro pra frente e deixando o Andrezinho na ponta-de-lança). É que o Inter revelou muitos jogadores neste ano e um tem que ser “queimado”.
Taison, eterno.
Qual é o prêmio para um atacante que não faz gols e não joga bem há cinco meses? Titularidade indiscutível. É o Inter focado para perder o título. Já pensou se o Pastor bota o Edu no lugar do Taison e ele desanca a fazer gols só porque cabeceia melhor, é mais experiente e tá mais motivado? Risco desnecessário para quem tá embalando para perder o Tetra.
Todo mundo no ataque, levar gol é detalhe.
O be-a-bá do futebol recomenda que um time de futebol deve começar a ser organizado de trás pra frente. Ou seja, primeiro se arruma a defesa, depois se ajeita o meio campo e por fim, se acerta o ataque. O Pastor, para inovar, montou o seguinte esquema: o ataque ataca, o meio campo ataca e a defesa não enche o saco. Equilíbrio, nem pensar.
Virar jogo dá muito trabalho.
O Inter é um time que não vira jogo. Não virou nenhum neste ano. Nem unzinho. Quando sai atrás, a torcida já sabe que, com muita boa vontade, sai um empatezinho. É que virar jogo dá muito trabalho, tem que correr mais, sujar o calção, o técnico tem que gastar mais massa cinzenta, encontrar alternativas, etc.. Viiixê, só de pensar nisso tudo já me deu uma canseira.
Alecsandro = Nilmar.
A décima razão que me faz crer que o Inter não quer ser Tetra do Brasil é a política de compra e venda de jogadores da atual diretoria. O Inter vende muito. Vende muito mesmo. Mas sempre repõe a altura. Vamos aos exemplos: Nilmar sai, mas tem o Alecsandro (iguais, né?). Sai Alex e veio quem? Saiu Magrão e o Inter trouxe o...Tá, não dá só pra criticar, afinal o Edinho foi vendido e isso já é um baita reforço. Ah, mas o Inter trouxe o Edu, que está há uns dois meses entrando em forma e é reserva do Taison na opnião do Pastor.
Mas, mesmo com todo este esforço do Inter em perder o Tetra brasileiro, ainda estamos em terceiro lugar na tabela e a um pontinho do líder. O trabalho para perder título está muito bem feito, mas ainda tem um grande furo: o torcedor colorado. Esse, mais do que nunca, sonha com o tetra e pode derrubar o este plano tão bem arquitetado para afundar no brasileiro. Se a torcida fizer força e distrair o time, quem sabe a gente não acaba campeão.
Aposto que daqui um pouquinho a Tajes vai postar no blog, só porque o time dela tá vencendo do ÚLTIMO da tabela e EM CASA. Mas se ela voltar a postar por isso, já valeu a pena."
E aqui, a resposta:
Hoje não vai rolar porque quase não dormi nesse findi e o cabeção não funcionaria. Mas amanhã juro que faço um post bacaninha, chefe Suman. Quer dizer: quase tão bacaninha quanto este de hoje. Dá-lhe, G4! (A foto do Tcheco é do Globoesporte.)
Um motivo e tanto pra voltar ao blog. Dois, melhor dizendo
Ufa, a primeira que a gente vence fora de casa. Esse Náutico só nos dá alegrias! E queridos Lília e Márcio, finalmente nos juntamos na mesma torcida (não que eu goste de secar os outros, mas quem vive cercado de colorados, como eu, entenderá o meu lado. E não estou falando dos profes e da lady Suman, que esses são gente finíssima). Dá-lhe, tricolor.
A notícia mais engraçada do jogo: a mãe do Jonas pediu pra ele não comemorar mais os gols com aquela dancinha bizarra. Depois dizem que mãe não sabe das coisas.
Bem bacana o Sarau da Carol Bensimon e dos novos autores, com um moço dos mais simpáticos rindo muito na plateia (a Katia quer que ele vá em todas as terças, daqui pra frente) e show de uma banda novíssima, a Charutos Cubanos, que começou no colégio Anchieta e agora já está se apresentando por aí (hoje vão tocar no Dr. Jeckyll). Meu lado professor Moreno vai se manifestar: ficou meio chato ver uma mesa, durante o show, de costas para a banda e gritando demais, até mais alto que o rock dos guris. Mas talvez as pessoas da mesa não tenham se ligado que tinha um show acontecendo, tão empolgadas estavam com a própria gritaria. Só sei que até uma cadeirada acabei levando delas, mas espero que não tenha sido nada pessoal.
Noel Gallagher briga com irmão Liam e anuncia saída do Oasis
Depois de cancelar o show do Oasis no festival Rock En Seine, nesta sexta-feira (28) em Paris, o guitarrista Noel Gallagher anunciou sua saída da banda. Em comunicado divulgado nesta tarde no site oficial, o músico pediu desculpas aos fãs e disse que não aguentava mais trabalhar com seu irmão, Liam.
"É com alguma tristeza e um grande alívio que venho comunicar a vocês minha saída do Oasis nesta noite. As pessoas podem escrever e dizer o que quiserem, mas eu simplesmente não posso mais continuar trabalhando com Liam um dia a mais sequer. Desculpe todas as pessoas que compraram ingressos para os shows em Paris, Konstanz e Milão", escreveu Noel.
A banda estava escalada como atração principal desta sexta-feira no festival francês. Minutos antes de subir ao palco, depois da escocesa Amy Macdonald, os irmãos brigaram no backstage. Segundo a própria cantora, que escreveu em sua página no Twitter, Liam destruiu a guitarra de Noel.
No final de semana passado, a banda já havia cancelado um show no V Festival da Inglaterra alegando uma suposta laringite de Liam, o que intensificou os boatos de separação do Oasis.
Tive que escrever o nome dele sem acento e sem o apelido clássico, Coloradaço, porque qualquer acento e todo o cê-cedilha desconfigura ali na parte do título. Mas o fato é que o nosso amigo colorado, o altamente corneteiro mas sempre bem-humorado Cláudio Coloradaço, foi ontem ao Sarau da Internet. Pena que a Anna, o Leandro e os demais gremistas-símbolos do nosso blog não puderam aparecer por lá. Valeu a presença, CC! Adorei te conhecer. Ah, e o Coloradaço foi com um amigo gremista, o Fernando. O homem não é tão xiita quanto parece.
Só algumas notícias da semana que confirmam que o mundo é mesmo um lugar estranho, pra se dizer o mínimo.
- D 'O Globo: Chega a 61 o número de acusações de abuso sexual contra o médico Roger Abdelmassih, de 65 anos, especialista em reprodução assistida. Uma mulher, que veio da Europa para depor contra o médico, contou à delegada Celi Paulino Carlota, responsável pelo inquérito, que sofreu abuso sexual durante uma consulta com Abdelmassih. As cidades de residência das testemunhas e os detalhes dos crimes não podem ser revelados, já que o processo está sob segredo de Justiça. A polícia não confirma nem a nacionalidade da vítima. Abdelmassih era um dos grandes nomes mundiais em reprodução humana. (Minha opinião -que ninguém perguntou, aliás: o tarado, que ainda por cima cobrava uma fortuna pra realizar os seus renomados serviços, tinha era que passar uma noite em cela comum. Os companheiros de cela certamente resolveriam o problema dele.)
- Desconto em ligações telefônica para gagos, projeto de autoria do vereador Cassiá Carpes que foi apresentado na Câmara de Porto Alegre. Nem tem o que comentar.
- O Grêmio continua sem vencer fora do Olímpico. Segundo especialistas, nosso time é um exemplo para todos os maridos: manda ver em casa e é inofensivo da porta pra fora.
- Já o Rubinho venceu a primeira corrida em cinco anos. Cinco anos.
"Roberto Carlos é um clássico, mesmo quem não gosta deveria assistir ao show dele pelo menos uma vez na vida, nem que seja para conferir o porquê dele ser o Rei (fui movida por esta curiosidade: afinal, o que esse homem tem que carrega multidões atrás dele?).
A primeira coisa que impressiona é a organizãção do show. Logo na chegada ao Gigantinho várias pessoas uniformizadas organizando as filas, dando informações, cuidando das pessoas. Apesar da multidão, não tem confusão na entrada, tudo muito civilizado. Dentro do Gigantinho permanece esse "clima de primeiro mundo", quebrado apenas pela falta de um sistema de ar-condicionado ou algo do gênero que aplacasse o calor. As arquibancadas lotaram rapidamente enquanto as cadeiras numeradas iam sendo ocupadas mais lentamente ("plateia dos ricos" como suspirou uma senhora sentada ao meu lado na arquibancada), mas também foram completamente ocupadas antes do show.
O público também me causou surpresa. Desde caravanas de senhoras com faixas nas quais se liam declarações de amor até casais de namorados jovens, que curtiram o show enquanto trocavam carinhos (namorados de todos os gêneros, menina X menino, menina X menina e menino X menino, o Rei é GLS também, surpresa!), o tipo de público que eu não esperava encontrar.
O show começa com a banda tocando "Como é grande o meu amor por você", e nessa hora já se nota a qualidade do show. A banda é formada por músicos experientes (no final ele apresenta um por um, estão com ele há varios anos) e a qualidade só não é melhor por causa da acústica do local. No canto do palco havia um grupo de violinistas e violoncelistas (acho que era isso) que depois ele apresenta como sendo músicos da Ospa convidados para a turnê gaúcha (e a plateia vem abaixo quando ele fala na Ospa, bem coisa de gaúcho).
Depois ele entra e a plateia fica uns 10 minutos aplaudindo. Outra surpresa: quando ele entra no palco todos levantam e, depois dos aplausos, sentam novamente! Assistimos ao show sentadas mesmo na arquibancada, com os jovens respeitando os mais velhos, que não aguentariam ficar de pé o tempo todo (coisa de Brasil ficar surpresa com um gesto de boa educação). Os mais afoitos, que queriam dançar (?) iam para os cantos, sem atrapalhar ninguém.
O show transcorre como uma peça de teatro bem ensaiada: ele fala as mesmas coisas que vemos nos especiais da Globo (uma amiga minha foi no show de sexta, comparamos o que ele disse e foram exatamente as mesmas frases de amor pela mulher gaúcha, que é linda e etc... puxa-saquismo básico), ele sabe exatamente a reação da plateia a cada intervenção e se utiliza disso para causar comoção. Profissionalismo total.
Mas mesmo assim, o show me causou impacto. As músicas são as mesmas de sempre e algumas delas ficam muito bonitas ao vivo. Isso foi outra coisa que me surpreendeu: nunca dei bola para o RC, mas o pior é que algumas das músicas são bonitas, sim. E sabe-se lá por que razão, enchi os olhos d'água quando ele cantou "Outra vez"...
Quando se aproxima do fim do show, o pessoal que está nas cadeiras da pista se levanta e se aproxima do palco, provavelmente para esperar pelas rosas. Nessa hora dá pra ver algumas demonstrações de histeria, senhoras com flores, faixas e presentes nas mãos para entregar a ele, que retribui e se esforça para pegar tudo o que lhe é alcançado (e pega mesmo, lê o que está escrito, retribui com olhares e palavras a quem lhe entrega o presente), achei isso muito legal, acho que fã merece essa consideração. As rosas que ele joga (beija uma por uma antes de jogar) são disputadas a tapas por senhoras bem vestidas (a plateia dos ricos, lembra?), mas algumas ele entrega na mão de quem está se esprendo entre os seguranças (de novo, legal da parte dele). Ele se vira para a plateia das laterais e joga algumas rosas para lá também, talvez compensando o fato de ter se dirigido pouco a elas durante o show (ele fica quase o tempo todo parado no centro do palco).
Enfim, ele é o Rei e sabe disso, e se comporta como tal. Saí do show entendo mais a razão da comoção que ele causa, gostando mais dele e até com vontade de colocar algumas músicas no meu aipódi..."
O Sarau da terça passada entrou na onda Roberto Carlos 24 horas, com o Rei vivendo sua estadia portoalegrense majestosamente instalado em alguma Suíte Real. Foi bem divertido e o que achei mais bacana foi a cabeça aberta dos fãs do RC que estiveram no Ocidente, uma turma bem-humorada que riu das nosssas bobagens e ainda ficou para o show d'Os Carlos (em formação reduzida, só voz -ou quase- e cordas).
Entre as bobagens citadas, uma foi a tentativa de imitar as letras em que o Rei homenageia diferentes figuras (a mãe dele, o caminhoneiro, a mulher de óculos, a mulher de 40, a mulher pequena e etc). No caso, as homenagens foram ao trio Katia Suman, Profe Fischer (que havia sido indicado naquele dia a Candidato a Patrono da Feira do Livro) e Professor Moreno. Pois a Katia intimou e aí vão as letras, só por curiosidade científica.
MULHER ALTA
Ela me abraça e é tão alta/ Menina peralta/ Fico na ponta do pé/ E beijo a boca dessa mulher/ Mulher alta/ Você passa e me deixa louco/ Mulher alta/ Por você eu queria ter crescido mais um pouco/ Mulher alta/ Se eu deixo a desejar na vertical/ Mulher alta/ Vou te provar o meu valor na horizontal.
CANDIDATO A PATRONO
Candidato a Patrono/ Dessa vez vai dar/ Candidato a Patrono/ Essa edição vai te consagrar/ Candidato a Patrono/ Minha urna é toda tua/ Eu te dou o meu votinho/ Candidato a Patrono/ Te levo pra cama/ Te leio todinho.
PROFESSOR DE GREGO
Mestre da sabedoria/ Desde que te conheci/ Sou escravo a cada dia/ Da tua mitologia/ Hoje não temos segredo /De Zeus eu sigo o exemplo/ Para ser o teu efebo/ Meu professor de grego/ O teu platão eu contemplo/ Meu professor de grego/ Vem com tudo pro meu templo.
.A todos que são pais e a todo mundo que tem um, Feliz Dia dos Pais.
.A todos que são gremistas, bom jogo hoje. Há de ser.
.E especialmente pra Anna: feliz aniversário atrasado! A mala aqui esqueceu de fazer um post comemorativo há dois domingos (foi, né?). Um beijão e muitas coisas boas sempre.
A gorila Gana segura seu bebê no zoológico de Muenster, na Alemanha. A recém-nascida, chamada Claudia, nasceu no domingo. E parece comigo quando eu era baby.
Grêmio 4 X 1 no Cruzeiro. Pelo menos até quinta, dia de jogo com o Palmeiras, a gremistada unida tem motivos pra comemorar. (Lília e Márcio, juro que lembrei de vocês sem nenhuma maldade. Não gosto de ver os amigos chateados, mas é a vida. Na Libertadores a gente é que foi ao inferno por causa dos mineiros.)
Que tragédia a história da menina de 15 anos que morreu de pneumonia voltando da Disney. Há poucos dias, meu filho de 16 anos foi em uma dessas excursões com a turma para Porto Seguro e adoeceu lá. Pneumonia. Fui buscar o guri em Salvador, e nunca fiz nada tão certo na vida. Opinião de consumidora: não acho que as empresas que organizam essas viagens da gurizada cuidem muito bem dos filhos da gente. Além do Theo, outros meninos ficaram doentes e foram deixados nos quartos sozinhos, com febre de mais de 38º. Sim, os monitores passavam de manhã e de tarde nos apartamentos, mas não é o bastante. E, ao menos no caso do Theo, a enfermeira sequer foi ao quarto, ele é que precisou ir até a enfermaria com quase 39º de febre. E os remédios receitados foram cobrados dele na hora, quase cem reais. Pelo preço que se paga por essas excursões, seria decente que os doentes fossem medicados sem custos, ou ao menos que deixassem para cobrar dos pais dos meninos na volta. Péssima experiência. Por tudo isso, não consigo parar de pensar na menina da Disney, nos pais dela e de como é fácil tudo perder a graça de repente.
Todo mundo sabia que o Grêmio não ia ganhar ontem. Não foi surpresa pra ninguém. Minha sugestão é o Fernando Carvalho dar um pulo lá no Olímpico e passar uma descompostura no nosso vestiário.
Passamos do Santo André. Quinta tem São Paulo lá, e fácil não vai ser, mas tricolor que é tricolor nunca perde a fé. Boa semana dos Dez Anos de Sarau aos amigos que vêm aqui e um beijão para os queridos e fiéis companheiros do blog. Querendo aparecer na terça pra comer um bolinho, a gente espera todo mundo no Ocidente.
Não basta ser mãe, tem que ir ao cinema com o filho doente. Com 24 salas (!) exibindo Harry Potter (que já vimos), sobra pouca coisa do interesse juvenil. Então a família assistiu:
A Proposta, com a Sandra Bullock dando uma de editora-diaba que inferniza a vida do seu pobre assistente (Ryan Reynolds). Mas como ela é uma candense que vai ser deportada (premissa meio estranha), acaba forçando o assistente a casar com ela. O final todo mundo adivinha como vai ser, mas o filminho funciona. E casar com o Ryan Reynolds, com o perdão da galinhagem, não seria obrigação pra ninguém, nem pra Sandra Bullock (que, aliás, aquele ex-zagueiro do Grêmio, o argentino Schiavi, já pegou).
Inimigos Públicos, com o Johnny Depp no papel do gangster dos anos 30 John Dillinger, que rouba os bancos, mas não leva o dinheiro dos clientes. Ele se apaixona pela Piaf, quer dizer, pela Marion Cottilard, e é caçado pelo Christian Bale. Muitos tiros e peitos furados esguichando sangue depois, uma conclusão: filme de gangster é chato para cacete. Mas pelo menos tinha o Johnny Depp.
É o Rubinho. Não ganha nada, tem aquela cara de sofredor crônico e o carro dele ainda perde uma mola que quase mata o Felipe Massa. E se ele tentasse um emprego n'Os Trapalhões?
"Foi-se a alegria da naçao tricolor. Dalhe-AVAI!!!!!!!!!!!TIMINHO!TIMINHO!TIMINHO!!!!!!Segunda divisao. A segundona ta chamando voces de novo." Postado por campeao do mundo fifa em 23/07/2009 - 07:16
Em homenagem ao campeão do mundo fifa, que postou tão simpático recado bem cedinho nessa manhã, aí vai o Samba da Benção, doVinícius. Trilha sonora bacana para alegrias que não se vão por tão pouco. E que faz da tristeza apenas a matéria-prima para coisas bem maiores.Quem sabe, sabe...
É melhor ser alegre que ser triste
Alegria é a melhor coisa que existe
É assim como a luz no coração
Mas pra fazer um samba com beleza
É preciso um bocado de tristeza
É preciso um bocado de tristeza
Senão, não se faz um samba não
(Falado)
Senão é como amar uma mulher só linda
E daí? Uma mulher tem que ter
Qualquer coisa além de beleza
Qualquer coisa de triste
Qualquer coisa que chora
Qualquer coisa que sente saudade
Um molejo de amor machucado
Uma beleza que vem da tristeza
De se saber mulher
Feita apenas para amar
Para sofrer pelo seu amor
E pra ser só perdão
(Cantado)
Fazer samba não é contar piada
E quem faz samba assim não é de nada
O bom samba é uma forma de oração
Porque o samba é a tristeza que balança
E a tristeza tem sempre uma esperança
A tristeza tem sempre uma esperança
De um dia não ser mais triste não
(Falado)
Feito essa gente que anda por aí
Brincando com a vida
Cuidado, companheiro!
A vida é pra valer
E não se engane não, tem uma só
Duas mesmo que é bom
Ninguém vai me dizer que tem
Sem provar muito bem provado
Com certidão passada em cartório do céu
E assinado embaixo: Deus
E com firma reconhecida!
A vida não é brincadeira, amigo
A vida é arte do encontro
Embora haja tanto desencontro pela vida
Há sempre uma mulher à sua espera
Com os olhos cheios de carinho
E as mãos cheias de perdão
Ponha um pouco de amor na sua vida
Como no seu samba
(Cantado)
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
(Falado)
Eu, por exemplo, o capitão do mato
Vinicius de Moraes
Poeta e diplomata
O branco mais preto do Brasil
Na linha direta de Xangô, saravá!
A bênção, Senhora
A maior ialorixá da Bahia
Terra de Caymmi e João Gilberto
A bênção, Pixinguinha
Tu que choraste na flauta
Todas as minhas mágoas de amor
A bênção, Sinhô, a benção, Cartola
A bênção, Ismael Silva
Sua bênção, Heitor dos Prazeres
A bênção, Nelson Cavaquinho
A bênção, Geraldo Pereira
A bênção, meu bom Cyro Monteiro
Você, sobrinho de Nonô
A bênção, Noel, sua bênção, Ary
A bênção, todos os grandes
Sambistas do Brasil
Branco, preto, mulato
Lindo como a pele macia de Oxum
A bênção, maestro Antonio Carlos Jobim
Parceiro e amigo querido
Que já viajaste tantas canções comigo
E ainda há tantas por viajar
A bênção, Carlinhos Lyra
Parceiro cem por cento
Você que une a ação ao sentimento
E ao pensamento
A bênção, a bênção, Baden Powell
Amigo novo, parceiro novo
Que fizeste este samba comigo
A bênção, amigo
A bênção, maestro Moacir Santos
Não és um só, és tantos como
O meu Brasil de todos os santos
Inclusive meu São Sebastião
Saravá! A bênção, que eu vou partir
Eu vou ter que dizer adeus
(Cantado)
Ponha um pouco de amor numa cadência
E vai ver que ninguém no mundo vence
A beleza que tem um samba, não
Porque o samba nasceu lá na Bahia
E se hoje ele é branco na poesia
Se hoje ele é branco na poesia
Ele é negro demais no coração
(E pra quem quiser ouvir: http://www.youtube.com/watch?v=pdStj4D28vY. Lembrei dessa música porque, nesse exato momento e até às 10h, estou em Salvador, terra da Katia Suman. O motivo não é alegre, mas me faltam razões para ser triste. Portanto, dá-lhe, Vinícius.)
O Grêmio foi o grande vencedor do Gre-Nal do Centenário contra o Inter. Não só pela virada por 2 a 1, conquistada no segundo tempo, mas também pela retomada do moral da equipe de Paulo Autuori, o domínio amplo sobre o maior rival, que caiu para a terceira posição no Campeonato Brasileiro, e a quebra de um tabu que já durava sete jogos. A última vitória gremista tinha sido em 2007, por 1 a 0, no Olímpico.
(A notícia é do Terra e a alegria é da Nação Tricolor! Dá-lhe!!!!!!!!)
Torcida gremista e colegas colorados, olha aí um Sarauzito pra espantar o frio e lotar o Ocidente no dia 20: Cem Anos de Gre-Nal, com a participação de algum ilustre convidado que eu ainda não sei quem é. Aguardem o e-mail da Katia Suman amanhã. E vamos azular a noite na próxima terça.
A Katia Suman e o Tiago da Woodoo resolveram a encrenca. Era barbeiragem minha. Acontece que eu posto as fotos com o código dos sites de onde elas vêm (entender que códigos são esses é um problema pra depois), daí o nosso site tranca. E entra a música dos Trapalhões como trilha. (Mas o lance das palavras desconfigurarem quando eu uso acentos no título ainda continua um mistério. Quando é possível eu dou uma volta, usando comments em lugar de comentários, por exemplo. Mas o que fazer quando a palavra não tem um sinônimo sem acento em português ou uma versão em inglês à altura da sua grandeza, como... Grêmio?)
Ontem conheci o Sérgio Couto e o pessoal que faz a BandNews, só gente finíssima. E o Sérgio (gremista!) tem um blog bem bacana em que rolam, não necessariamente nessa ordem, muito futebol e sacanagem de classe. Pra quem se interessar, vale a visita: http://www.finalsports.com.br/03/blog_serginho
Só pra não passar o final de semana em branco, aí vão os desejos de um bom final de domingo pra todo mundo. Se acontecer alguma surpresa favorável à gremistada hoje (o que parece meio duvidoso), volto mais tarde pra postar um continho. Nessa semana nervosa vou postar também uma entrevista e tentar retomar o blog direitinho. E também não vou comer doce (é minha promessa aos deuses do futebol pra quinta-feira).
E pelo menos o Brasil não perdeu. Já basta tudo o que os Estados Unidos nos levaram na vida.
Aí vai a dica entusiasmada da companheira de blog Ísis R.: "Faz uma propaganda da peça "Ensina-me a viver" que tá em cartaz no São Pedro. É que se tu falar, mais gente vai assistir e eu adoraria que o mundo inteiro pudesse fazer isso. hehe Sim, sou apaixonada pela montagem e faço propaganda de graça. Esse é um bom assunto. :P
Sabe aqueles amigos que a gente para de procurar por pressa, vai deixando pra ligar mais tarde e não liga nunca, pensa em encontrar, mas não se mexe pra isso, e um dia acaba perdendo? Sou eu aqui no blog nessas últimas semanas.
Viajei, voltei, trabalhei, entreguei meu livrito, peguei gripe suína (ou algo próximo disso), entrei em uma e confusão, tudo sempre me dizendo: de noite eu escrevo no blog. Não escrevi, o tempo passou e antes que a coisa acabe, resolvi tomar vergonha na cara e voltar.
Tem também o fato de eu estar com pouco assunto, mas assunto a gente acha. Sugestões são sempre bem-vindas.
E claro que os dois jogos da quarta serviram de estímulo pra minha volta. Fazia meses que eu não dormia com buzinas felizes do lado gremista, mesmo que o nosso jogo tenha sido triste.
A todos que não foram embora, beijos tricolores e pródigos.
Nesse momento, da minha janela, vejo uma baía sem fim com um sol inacreditável que faz a temperatura chegar aos 35º às 9h50 da manhã. E em Porto Alegre, o frio pegando. Estou em Miami, não Beach, mas Downtown, em uma região onde os prédios mais velhos não têm mais de quinze anos. Cidade sem história, sem cultura, meca dos consumidores compulsivos e seja lá mais o que falem, é preciso reconhecer que é bem bacana por aqui. A língua oficial é quase o espanhol, falado dos lugares mais pobres aos mais nobres. A cidade é incrivelmente limpa e as pessoas, do senhor que faz o papel de xerife do metrô ao Presidente da Academia de Televisão, educadíssimas. Cheguei na quinta para participar da semifinal do prêmio Emmy para a América Latina, e meu primeiro contato com essa situação me deixou de boca aberta. Quando que, em Porto Alegre ou em São Paulo, um diretor de qualquer agência de propaganda, por mais irrevelente que seja (a agência e o diretor), se dignaria a cumprimentar uma profissional da base, como eu, chamando-a pelo nome e mostrando-se realmente encantado com a presença da dita cuja no evento? Pois aqui aconteceu o tempo inteiro. Como era bordão em um programa humorístico de milhões de anos atrás, quem não está acostumado com isso, estranha.
Vim a convite da HBO, que tem na sua equipe as pessoas mais finas, educadas e delicadas do mundo. E que colocaram a todos nós, jurados latinos, no Viceroy Hotel, de apenas 4 meses de funcionamento e que foi projetado pelo arquiteto megafamoso Philip Starck. Se eu parecer uma brasileira deslumbrada, é isso mesmo!
Outra coisa que impressiona: as pessoas de idade, porque trabalharam a vida inteira e agora merecem aproveitar o tempo livre, estão nos restaurantes, nas lojas, nos shoppings, nos cinemas, nos teatros. Mas de idade mesmo, a maioria aparenta ter mais de 80 anos. Enquanto isso, no nosso país, a aposentadoria mal dá para comprar os remédios que os idosos precisam.
Volto hoje, não sem antes de atravessar a cidade em busca de rodas, shape e trucks de skate para o meu guri. E aqui vai o meu hotelzinho, só para ilustrar o post. Até amanhã!
Para a nossa ala tricolor que quase morrreu com aquele gol no início e as dificuldades surreais do campo mais podre da América, parabéns por ontem. E dá-lhe, Grêmio.
(Uma das bobagens que eu queria ler ontem no Sarau.)
Qual o nome do livro mais fino no mundo?
"Tudo que os homens sabem sobre as mulheres".
Quantos homens sao necessários para trocar o papel higiênico do banheiro? Ninguem sabe. Isto nunca aconteceu.
Por que os homens sempre dao nomes aos seus pintos? Porque nao gostam que um estranho tome 90% das decisões por eles.
Qual o o nome daquele pedaço insensível na base do pênis? Homem.
Como se sabe que os homens têm 50 gramas a mais de cérebro que um cachorro? Porque eles se comportam relativamente bem em festas e nao tentam fazer sexo com os joelhos dos outros. Não nas festas, pelo menos.
Por que a psicanálise é mais rápida para os homens que para as mulheres? Porque, quando chega aquela parte do tratamento de voltar à infância, o homens ainda estão lá.
O que um clitóris, um aniversario e um vaso sanitário têm em comum? Os homens nunca os acertam...
"Mamãe, o que é um orgasmo?" "Nao tenho a mínima idéia. Pergunte ao seu pai."
Ontem, dia do Sarau dos Homens, eu tinha um estranho compromisso: amanhecer em Recife, do outro lado do mundo (o meu, pelo menos), para fazer o visto americano. Eu nem lembrava que isso existia, e nem tinha planos de renovar o meu, vencido desde 2005, até receber um inesperado e mais que surpreendente convite para uma viagem-relâmpago a trabalho no início de junho.
O primeiro passo foi procurar a Top Vistos, na Andrada 1137/13º andar, recomendação da Cláudia Luce, da agência de viagens Casa de Turismo, que eu também gostaria de recomendar. Vai aqui um merchandising, porque as moças da Top Vistos merecem. A Cláudia Chagas, a Ana e a Monika encaminharam tudo para mim, inclusive conseguindo agendar uma data para a entrevista no Consulado Americano. É bem verdade que teve que ser em Recife, porque os consulados do Rio, São Paulo e Brasília não tinham datas disponíveis antes da metade de junho. Mas como quem está na chuva é mesmo para se queimar, topei. Além de organizar meus documentos, a Monika ainda simulou uma entrevista comigo, treinando todas as perguntas que o cônsul poderia vir a me fazer, e me sugeriu levar alguns dos meus livros, para o caso de precisar provar mais vínculos com o Brasil além de um trabalho estável, um apartamento em aquisição e um filho de 16 anos que aqui ficaria, sozinho e sem saber fritar um ovo (aliás, ele nem come ovo).
O voo da Azul Linhas Aéreas POA-Recife, o mais barato que encontrei, levou 6 horas. O avião da nova companhia aérea é bem novinho, mas tem pouquíssimo espaço entre as poltronas até para mim, que tenho a estatura média do homem recifense (a mulher recifense é mais baixa que eu, como pude alegremente comprovar). Só sei que a minha entrevista era às 10 horas e, como o aconselhável é chegar uma hora antes, às 8 da manhã eu estava na frente do Consulado dos Estados Unidos de Recife.
Essa aí é outra que não dá para entender: Recife tem Consulado Americano e, Porto Alegre, nada.
Bom, só quero dizer que a fila, às 8 da manhã, se arrastava até o fim do quarteirão. Ainda não tinham sido atendidos os cucarachas das 8 e já os das 9 e os das 10 se amontoavam na mesma calçada.
Depois de perguntar a uma funcionária se ela achava possível eu pegar meu voo de volta às 13h40, e ouvir dela, aos gritos, que eu fosse embora se não queria esperar, entrei na fila. Em um intervalo de três horas em pé rolou sol (40ºC), chuvisqueiro leve, mais sol (60ºC), tempestade tropical e muito mais sol (80º). Minha roupa molhou e secou no corpo duas vezes. Teve uma hora em que choveu tanto, mas tanto, que uma das minhas lentes de contato caiu do meu olho.
E tudo isso é verdade.
Enfim dentro do consulado, a coisa melhorou um pouco. Os funcionários eram educados, mas a demora continuava. Ao meio-dia eu aceitei que só um milagre me faria chegar às 13h no aeroporto. Pena eu não cultuar o Padim Ciço dos nordestinos. Minha ficha era a 541, o que significavam 540 pessoas na minha frente. Lá pelas 13h15 o cônsul me chamou e me fez todas as perguntas que a Monika da Top Vistos havia treinado comigo: por que você veio fazer o visto tão longe de Porto Alegre, por que essa empresa está pagando a sua viagem, por que essa empresa escolheu você para participar do tal evento, por que a sua empresa prestadora de serviços se chama Mulher Feia Textos e Roteiros Ltda? Aí foi que eu mostrei o livro da Mulher Feia e o cônsul amansou. Gostou do tema, me convidou a escrever sobre a vida sexual do americano feio, ficou com o livro e ainda quis que eu autografasse. Gente finíssima, ele.
Saí com o visto e os desejos do cônsul de uma boa viagem, mas com minha volta para Porto Aegre irremediavelmente perdida. O próximo voo da Azul para cá era às duas da madrugada. Acabei tendo que comprar um trecho caríssimo da Tam com conexão em Brasília, voo que deveria chegar às 22h20 aqui, mas claro que chegou às onze.
Àquela altura, suja, cansada e fedendo, só me restou ir para casa.
Mas na semana que vem, seja lá o tema que for, prometo uma participação de luxo no nosso querido Sarau.
Um cheiro para todos, como diria o Luis Caldas, aquele nordestino que cantava Tieta.
Na foto, eu na fila do Consulado Americano de Recife, enquanto ainda acreditava que voltaria para casa a tempo de participar do Sarau.
Fica aqui uma singela homenagem a essa valorosa espécie que merecia mesmo ser reconhecida no Sarau Elétrico. Se bem que as gurias vão gostar mais da homenagem que os moços, acho.
Woody Allen, Noel Gallagher, Liam Gallagher, Adrian Brody, Luis Fernando Verissimo, Philip Roth, Brad Pitt, Profe Fischer, Profe Moreno e Maxi Lopez. Bah, me puxei. E tem muito mais no Sarau dos Homens.
.Pelo sumiço. Faltou tempo e, principalmente, inspiração.
.Porque amanhã, mas só amanhã, vou faltar ao meu programa preferido das terças para ver o Noel e o Liam. Chato é perder o trio do Sarau em ação com o André Damasceno.
.Na quarta, notícias do Oasis e mais atualizações direto da redação.
Grêmio sobe para 16º em ranking mundial de clubes; Inter é o 32º.
Melhor campanha na primeira fase da Libertadores faz clube gremista pular 35 posições.
Dono da melhor campanha na primeira fase da Copa Libertadores, o Grêmio pulou do 51º para o 16º lugar no ranking mundial de clubes da Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), com 191 pontos. O clube gaúcho é o segundo brasileiro a aparecer na lista. O primeiro é o São Paulo, que caiu da sétima para a nona colocação, com 223 pontos.
O Inter subiu da 35ª para a 32ª posição, somando 162 pontos. Antes do time gaúcha aparece o Sport, em 29º, com 169.
Já o Palmeiras está em 35º lugar no ranking. Cruzeiro (45º), Fluminense (70º), Botafogo (84º), Santos (134º), Flamengo (144º) e Vasco (150º) são alguns dos outros clubes brasileiros que aparecem na relação.
Manchester United e Barcelona se mantém como as melhores equipes do mundo na mais recente atualização da lista. Ingleses e espanhois, porém, não são os únicos semifinalistas da Liga dos Campeões que aparecem entre nas primeiras posições. O Chelsea, adversário do Barça, é o terceiro, enquanto o Arsenal está em quinto
O técnico Leão caiu depois de mais uma derrota do Atlético Mineiro no Estadual de Minas. Celso Roth assume com a missão de ganhar do rival Cruzeiro. Bela contratação.
Outra do Globo: Noel para aeroporto de Caracas com espirro
Uma cervejinha depois do susto
Noel Gallagher, do Oasis, escreveu no seu blog que ficou assustado ao descer na Venezuela e ver todo mundo no aeroporto de Crack’arse, como ele chamou Caracas, de máscara por causa da gripe suína. Ele conta: “Todo os funcionários com máscaras brancas. TODOS ELES. Parecia algo saído dos romances de Stephen King. De repente me senti completamente nu sem uma. Como se já não fosse ruim o bastante, minha mãe ligou para dizer naquele exato momento que eu deveria tomar muito cuidado ou MORREREI de gripe suína. Juro que nessa hora eu dei um tremendo espirro e todo o aeroporto ficou em silêncio e começou a me encarar! EU QUERO UMA MÁSCARA!”
Do Globo: Rubem Fonseca sai da Companhia das Letras
A editora Companhia das Letras acaba de enviar comunicado à imprensa no qual informa que "por decisão comum, deixará de editar as obras de Rubem Fonseca". Segundo a nota, nenhum esclarecimento a respeito deste assunto será prestado pela editora. Quando os livros do escritor se esgotarem, eles estarão disponíveis para publicação por editora da escolha do autor.
A Companhia tem mais de 20 títulos de Fonseca em catálogo, entre eles sucessos como "A grande arte", "Agosto" "Vastas emoções e pensamentos imperfeitos", "Feliz ano novo". Alguns dos títulos também tinham sido lançados em formato de bolso. O mais recente livro do autor lançado pela editora é a coletânea de contos "O romance morreu", de 2007. No momento, segundo fontes do mercado editorial, Fonseca se dedica a um novo romance.
O escritor, que cuida ele próprio das negociações junto a editoras no Brasil, sem a intermediação de um agente literário, se recusa a dar entrevistas há vários anos. A princípio, não possui uma nova casa editorial, o que deverá provocar uma corrida de editoras para publicar sua obra. (foto de Michel Filho em 05-05-2005)
Depois de um tempo longe dos cinemas & teatros por causa de trabalho e outras atrapalhacões cotidianas, aí vão as atualizações (minhas, e mínimas...) do sábado.
Os homens são de Marte: A peça com a atriz Mônica Martelli tem como exclusiva preocupação a troca de estado civil de uma mulher solteira já passada dos 30. Alguns momentos são bem engraçados, até porque a atriz é ótima. Confesso que me incomodou um pouco o final, que só foi feliz porque a encalhada arrumou um cara pra casar. Mesmo na leva " texto mulherzinha" (da qual eu, muito a contragosto, parece que faço parte), acho que dá pra não perpetuar esse clichê de que só o casamento salva a mulherada. Quando se vê cada tipo de casamento que tem por aí, e cada marido, dá mais vontade ainda de ficar no modo single pela eternidade. Considerações mau-humoradas (ainda tem hífen?) à parte, aí vão algumas passagens engraçadas que eu consigo lembrar.
Estado civil devia ter cartão de milhagem. Solteira ganha o básico, casada ganha o prata. Se o casamento é duradouro, leva o cartão ouro. Já viuvez é cartão diamante, não tem estado civil como a viuvez: a pessoa já cumpriu tudo que a sociedade espera dela e o marido está lá, garantido, em um lugar de onde ninguém mais pode tirá-lo da mulher.
Essa é pra Katia Suman: em uma festa, as altonas chegam pra enfeitar o salão, chamam a atenção de todo mundo, mas quem consegue se arrumar pra dançar um forrozinho são as baixinhas. As altonas são admiradas como quem é ofendida: porra, mas tu é alta, hein? Puta que pariu, mas olha o tamanho dessa mulher! (A atriz da peça tem 1m80, mas sempre disse que tinha 1m79 pra não assustar os caras.)
A melhor amiga da personagem é uma baixinha, a Natalie, que tem mania de usar chapéu. Quando sai com a Natalie, a personagem se sente andando ao lado de um champignon.
E tem muitas outras passagens engraçadas, só que eu esqueci. A peça deve retomar carreira em 2010, agora para tudo porque a Mônica Martelli está grávida. Diversão garantida pra quem não quer compromisso. Além do casamento, claro.
Mônica Martelli. É grandona, bonitona e ótima atriz.
Che: Sim, nos dias que seguem Ernesto Guevara perdeu a condição de herói e virou um terrível monstro sanguinário, maníaco por execuções e tortura. Mas para quem (como a ignorante que vos escreve) prefere ficar com a primeira, e heróica, versão, o filme de Steven Soderbergh é bom. Originalmente com quatro horas e meia, o filme foi dividido em duas partes. A primeira, que está em cartaz, vai até a tomada de Santa Clara, última parada antes da chegada dos revolucionários em Havana. O fio condutor da história é uma entrevista do Che a uma jornalista americana. Benício del Toro foi o melhor ator no Festival de Cannes pelo papel de Che.
Abaixo, os atores, de banho tomado, no Festival de Cannes. Rodrigo Santoro é Raúl Castro e até que dá umas faladinhas.
A voz deles continua a mesma. Mas a barba, quanta diferença...
Dois filhos enquanto era bispo, um quando ele já tinha pedido pra sair. Isso em menos de duas semanas. Imagina o que o padreco e pedófilo Presidente do Paraguai deve ter de filhos com as suas pobres ovelhas espalhados por aí.
Pois agora a produtora de filmes pornôs Kick Ass, de Los Angeles, está oferecendo um milhão de dólares para que Susan, que confessou jamais ter beijado na boca, perca a virgindade diante das câmeras. Susan é ajudante do pastor em uma igreja do interior da Inglaterra.
A pobre mulher quer ser cantora e apresentam uma proposta dessas para ela. Mundo, mundo, vasto mundo.
O que pode ser pior que trabalhar o domingo inteiro? Encerrar o domingo de trabalho ao som de buzinaços e gritos de "Bicampeão". E merecidamente, que isso ninguém discute. Aos amigos do Beira-Estuário, os parabéns da ala azul do blog.
Teve a mãe que matou o filho viciado em crack. A mulher que matou o marido, a irmã e a sobrinha. Hoje, um pai tentou matar o filho e, em Santana do Livramento, outra mãe matou o casal de filhos, de oito e seis anos, antes de se suicidar. No Rio, um casal foi preso por torturar seu bebê de quatro meses, uma menininha que foi internada com as pernas, os braços, várias costelas e o fêmur quebrados (detalhe: as fraturas não aconteceram na mesma ocasião, o que significa que o bebê foi torturado ao longo de um tempo ainda não estabelecido pela polícia). O mundo está cada vez mais doente.
N'O Globo de hoje: o site Entertainment Weekly preparou uma lista com as 25 melhores músicas de partir o coração de todos os tempos. Aí vai a lista em ordem decrescente e, como essa ex-nerd não consegue mais fazer aquela mágica de postar o link das coisas, vai também o endereço onde essa simples operação da internet funciona: http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2009/04/17/as-25-melhores-musicas-de-partir-coracao-755327941.asp. É só passar lá para ouvir.
Do UOL: Pessoas sem calças são vistas no metrô de São Paulo, na noite desta quinta-feira (16). A ação faz parte de um movimento apelidado de 'No Pants Day', organizado pela internet, que teve início em Nova York.
(Bah, tô fora. E imagina o mico de quem não usa underwear.)
"O melhor reforço do Grêmio na temporada foi ter demitido o Celso Roth. Foi o melhor negócio do futebol nacional. " (Do meu amigo e colorado fanático João Pedro Vargas)
O pessoal perguntou e aí vai o serviço: Dicionário Colorado, 100 anos em 100 Verbetes, o novo livro do escritor, professor, apresentador do Sarau Elétrico, Fato Literário, pai do Benjamim e colorado notável (entre muitas outras coisas) Luís Augusto Fischer, vai ser lançado amanhã, dia 17 de abril, às 19 horas, na Livraria Saraiva do Shopping Praia de Belas. Todo mundo lá -ou, pelo menos, a ala colorada do mundo.
Outro momento colorado do Fischer, aqui com o Giba Assis Brasil e o Gustavo Spolidoro no lançamento do filme Gigante.
Postado por:
Claudia Tajes
Postado em 16/04/2009 - 08:51 Comentar